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Pela primeira vez na história, GM não participa de Corpus Christi



As coisas em São Gonçalo, sobretudo para o prefeito Neilton Mulim, não andam nada auspiciosas.

Obrigado a encarar a maior crise de todos os tempos na Educação, com os professores em estado de greve desde março, agora o prefeito se vê pressionado pela Guarda Municipal que exige, pra início de conversa, a saída imediata do comandante Alberto Melo.

Sem a saída do comandante, que é sargento da Polícia Militar, não existe negociação. Ponto.

Os leitores hão de lembrar que o senhor Melo é o mesmo que ameaçou retaliar os guardas que participassem da audiência sobre assédio moral realizada em março na Câmara.

O vereador Marlos na ocasião pediu a exoneração imediata do comandante. Coisa que agora a Guarda, quase em sua totalidade, exige.

E exige desde o dia 29 de maio quando foi iniciada a paralisação. Ou seja, às vésperas do maior evento artístico-religioso da cidade, conhecido em todo o mundo: o Corpus Christi com seus tapetes coloridos...

E o que fez o prefeito? Nada.

Aliás se pergunta por toda a cidade: onde está o prefeito?

Ontem pela manhã a comissão de greve da Guarda esteve na prefeitura. Quem a recebeu foi o super-secretário Sandro Almeida.

Almeida garantiu atender a todas as reinvidicações dos guardas municipais, exceto uma: a cabeça do sargento Melo. Com razão, disse que a decisão de demiti-lo é do prefeito. Mas cadê o prefeito?

As horas se passavam e nada dos cor-de-cáqui nas ruas. Os guardas são os responsáveis pela organização do Corpus Christi na cidade e, assim como os tapetes da Feliciano Sodré, fazem parte da paisagem nesse dia tão especial para os gonçalenses.

Quem assumiu, de modo improvisado e atabalhoado a organização do evento, foi a Secretaria de Posturas. "A gente tá segurando esse pepino desde às 7 horas da manhã e não tem hora pra acabar", disse um dos funcionários da secretaria que, sem nenhum preparo ou equipamento, tentava desviar o trânsito na Rua Salvatori. Isso às 8 horas da noite.

A Secretaria de Posturas é controlada por Sandro Almeida.

E novamente cabe a pergunta: cadê o prefeito?

Leia abaixo matéria do jornal A Tribuna.

GREVE DE GUARDAS EM SG AFETA PATRULHAMENTO NO CORPUS CHRISTI

Marcel Magalhães

As conversas envolvendo a Prefeitura de São Gonçalo e membros da Guarda Municipal (GMSG) sinalizam para a continuidade da paralisação dos agentes nos próximos dias, incluindo o feriado de Corpus Christi, celebrado hoje. Em reunião realizada na manhã de ontem, entre membros da comissão grevista da Guarda e o secretário de Governo e Comunicação Social, Sandro Almeida, novamente na sede da administração pública, os agentes não cederam e exigiram a imediata saída do comandante Alberto Melo para resolução inicial das questões reivindicadas. A responsabilidade deve recair sob os ombros do 7º BPM (São Gonçalo), que já foi notificado sob a situação e deve dar atenção especial para a festa dos tapetes de sal na cidade.

Durante o novo encontro, os guardas colocaram à mesa com Sandro Almeida reivindicações como o pagamento do ADGM (adicional que representa 50% do salário dos guardas que possuem boa conduta), manutenção adequada de viaturas e, principalmente, a renúncia do comandante Melo. O secretário informou que o débito poderá ser quitado dentro dos próximos dias, porém a questão alteração do comando só pode ser resolvida pelo prefeito Neilton Mulim.

Longe de uma resolução, os guardas informaram que irão seguir trabalhando em efetivo mínimo (30%) e que a paralisação irá prosseguir enquanto o comandante seguir à frente do cargo.

“Dependemos apenas do poder executivo para voltar à nossa rotina de trabalho normal. O comandante não tem mais o menor entrosamento com nosso grupamento. São cerca de 300 guardas completamente insatisfeitos”, destacou André Luis Mendes, membro da comissão de paralisação.

Antevendo o embróglio, a Prefeitura comunicou o 7º BPM sobre o esquema especial de interdição de ruas e segurança para a celebração do feriado. O comandante Fernando Salema confirmou a notificação e afirmou que espera que a situação seja definida o mais brevemente possível.

“Estamos cientes do caso e posso dizer que não haverá alterações no nosso trabalho. É claro, vamos dar uma atenção ainda maior para o evento em função da paralisação dos guardas, mas esse é o nosso trabalho. Só espero que possam chegar a um ponto comum em pouco tempo”, analisou.

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