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PK Weed: Confira a entrevista exclusiva do rapper para o Daki


PK Weed passou no Daki para conversar com a nossa equipe sobre seu trabalho, carreira, projetos atuais e os próximos que estão por vir!

Paulo Kleytton, mais conhecido como PK Weed, vem a cada dia conquistando mais o seu espaço no cenário do rap nacional e não à toa. O protesto contra opressão, contra o sistema e contra toda forma de injustiça social é claro em seu novo trabalho, “Em busca do céu”.

Nascido no MutuaPira, São Gonçalo, PK conta que era fã do Chris Brown e começou cantar Rap ainda criança, mas como era um garoto tímido começou sua vida artística dançando rap. Artistas como Charlie Brow Jr e Sabotage foram referencias para o garoto que sonhava em ser cantor de rap. Com doze anos já escrevia raps e aos quinze anos já encarava o rap com responsabilidade. Atualmente morando em Niterói PK Weed vai participar da Batalha de Mc´s na 1º edição do SG Hip Hop Compreende que acontece no próximo domingo (24), às 15h, no espaço carequinha, na Praça Zé garoto.


Confira a entrevista na integra.

Daki: Você sempre soube que queria cantar rap ou tentou outros estilos?

PK Weed: O rap pra mim representa liberdade, assim que eu conheci o rap eu me senti livre pra pensar da forma como quero, pra viver como eu quero e falar para meus irmãos o que eles podem ser no futuro mesmo que o sistema diga não para eles. O rap é muito mais que um estilo de vida, é um estilo musical que move vidas, estilo musical que dá liberdade, que dá atitude. O rap representa atitude, ele veio para revolucionar.

Daki: Nas suas letras você luta contra a desigualdade social. Você acha que sua letra colabora para os jovens e crianças formarem suas opiniões e serem mais críticos quanto a tudo que lhes são oferecidos?

PK Weed: Acredito que sim. A qualidade da nossa educação ainda é muito ruim, não temos a educação que a juventude precisa ter, Acredito que com a música nós conseguimos tocar a população, fazê-la enxergar aquilo que ela não percebe a todo o momento. Por isso enfatizo sempre sobre esses questionamentos, procuro levar as pessoas a se perguntarem “os porquês”. O porquê de tanto sofrimento na classe mais pobre.

Daki: Você acha que ainda existe tabu, um preconceito quanto ao Rap? Que tipo de descriminação você já passou por conta do Rap?

PK Weed: Hoje em dia o preconceito contra o rap tem diminuído bastante, o que existe é preconceito (censura) contra a verdade. O cantor que vai à rádio ele sabe que não pode falar qualquer coisa, ele não pode se expressar da maneira que gostaria, então pra tocar numa rádio ou se apresentar no programa de televisão, o cantor tem que se vender ao sistema. Sim já passei por descriminação por querer falar a verdade, mas a cultura do rap, do hip hop está crescendo.

Daki: Qual foi o Show mais marcante?

PK Weed: Foi no Colégio Universitário Geraldo Reis (Coluni /UFF), em Niterói, em um show de talentos quando eu pude colocar minha letra de verdade para o público pela primeira vez. No show estavam reunidos pais, amigos e familiares dos alunos, foi emocionante porque eu tinha apenas quinze anos e ver a galera que aparentemente não tinha nada a ver com o rap se levantar quando comecei a cantar, e ver aquelas pessoas se identificarem com a letra, com o ritmo foi emocionante.

Daki: Quais os seus projetos para 2016?

PK Weed: Os projetos para este ano é fazer muitos shows nas rodas culturas pelo Rio de Janeiro, lançar meu Cd virtual e claro muito clipes para a galera da internet porque meu foco é esse. Na internet nada é limitado e lá será tudo do jeito que eu quero.

Daki: A família sempre apoiou?

PK Weed: Minha família sempre me apoiou para realizar meu sonho e fazer o que eu gostava, mas minha mãe, minha tia e meu padrasto sempre me orientaram a pensar no futuro, sempre estudar, trabalhar e nunca deixar de ter uma segunda opção.

Daki: Quantas músicas você compôs?

PK Weed: Tenho cerca de 40 composições próprias.

Daki: Você nos falou sobre amigos que fizeram escolhas erradas na vida. Você acha que a arte, a cultura, música (Rap) podem influenciar para que os jovens escolham outro caminho?

PK Weed: Com certeza sim, por isso sempre que sou chamado para fazer um evento numa roda cultural eu levo minha mensagem para quantos irmãos eu possa estar falando uma palavra que mude seu pensamento, que amenize o ódio que ele sente da condição ruim da vida e até tirar dele os pensamentos ruins. Por isso acho importante o rapper falar a verdade, nossos jovens precisam disso.


MARCOS MOURA

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#CULTURA

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