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A crise chegou nos shoppings de SG




DE A TRIBUNA

É nítido que a crise econômica mudou o cenário comercial do país. Milhares de desempregados e muitas empresas fechadas. A situação não é muito diferente nos shoppings da região. Só no Partage, no Centro de São Gonçalo, foram fechadas, pelo menos, 30 lojas. Algumas de marcas renomadas. Há pelos menos 10 lojas fechadas no primeiro piso, nove no segundo, nove no terceiro e duas no quarto. No São Gonçalo Shopping há também nove lojas que interromperam as atividades. Lojistas temem o futuro. Uma vendedora de uma loja de importados no Partage afirmou que o boato que circula pelo local é de que mais lojas fecharão nos próximos meses e, com isso, mais pessoas fiquem desempregadas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego do país cresceu 8,5% em comparação com os primeiros meses do ano passado.

- Olha, fecharam lojas muito importantes aqui, lojas conhecidas. E o pior é que estão dizendo que vão fechar mais lojas. Todos ficam com medo porque vai vir o desemprego. Fica todo mundo muito preocupado.

O presidente do Sindicato dos Lojistas (Sindilojas), Charbel Tauil, acredita na crise como fator impulsionador de tantos fechamentos.

- Além de toda a crise econômica nacional que está afetando todo o comércio indistintamente, no caso dos shopping os lojistas sofrem ainda mais porque são obrigados a arcar conjuntamente com os custos das constantes promoções, além de terem que pagar um absurdo 13º aluguel todos os anos. Some-se a isso tudo a pesada carga tributária brasileira e o quadro se torna desesperador. Como resultado desse conjunto de fatores temos casos de estabelecimentos tendo que fechar definitivamente as portas.

A Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce) destacou que os centros de compras são projetos de longo prazo e, até que se consolidem no mercado, registram índices de vacância mais elevados que a média nacional, hoje calculada em 6%. Para a manutenção de um crescimento sustentável, acredita em uma relação produtiva e transparente entre empreendedor e lojista e em um diálogo saudável que beneficie a todos.

A Associação destacou, também, que a indústria de shoppings vem demonstrando, há 50 anos, sua capacidade de adaptação e desenvolvimento contínuo ao longo de toda sua trajetória. Com criatividade e inovação, além da aposta em uma oferta variada de entretenimento, lazer e serviços, os centros de compras continuam atrativos ao frequentador, sendo modelos de negócios maduros e bem sucedidos no Brasil. As assessorias de imprensa dos shoppings da região foram procurados, mas não responderam. Rendimento dos shoppings

No país há 538 shopping centers em operação. O faturamento total do Brasil em 2015, foi de R$ 151,5 bilhões, o que representa um crescimento de 6,5% em relação a 2014. Estima-se que haja mais de 1 milhão de empregos diretos nos shoppings brasileiros (aumento de 5,5%)

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