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Metade dos assaltos a carteiros no país acontece no estado do Rio



DE A TRIBUNA

Metade dos assaltos a trabalhadores dos correios do Brasil acontece no Estado do Rio de Janeiro. A informação foi passada pelo diretor regional da instituição, Éverton Machado, durante audiência pública conjunta da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor e do Cumpra-se, a Comissão Especial para acompanhar o cumprimento das leis da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), presididas respectivamente pelos deputados Luiz Martins (PDT) e Carlos Minc (sem partido), ontem.

Segundo Everton, só no ano de 2015 foram registrados 2.474 assaltos no Rio. Em todo o Brasil, foram cerca de cinco mil. Esse número representou, na capital fluminense, 57.994 encomendas não entregues e um prejuízo de mais de R$ 11 milhões. Segundo ele, a violência dificulta o cumprimento da lei 7.109 /15, que prevê que em caso de impossibilidade de entrega da mercadoria na residência, a encomenda deve ser disponibilizada no estabelecimento mais próximo ao endereço do consumidor. O deputado Carlos Minc disse que essa medida não está sendo adotada pelos correios.

“Fizemos uma vistoria na agência da Penha, na Zona norte da cidade, e encontrei pessoas que moram em áreas distantes dali tendo que ir buscar sua mercadoria. Há um grande número de pessoas que nem sempre moram em área de risco, e que estão sem receber as suas encomendas. Hoje pudemos constatar que a violência e a falta de funcionários nos correios estão dificultando o cumprimento da lei. Mas vamos continuar cobrando”, disse Minc. Parceria com a polícia

O diretor regional disse que uma força tarefa para resolver esse problema já foi criada e que já houve uma redução de 38% no número de assaltos nos últimos dois meses, comparando com o mesmo período de 2015. “Implantamos uma parceria com a Polícia Militar para troca de informações e realização de operações ostensivas, medidas defensivas de entrega, além da contratação de escolta armada em alguns casos”, explicou. Ainda segundo Everton, novos Centros de Entrega de Encomendas (CEEs) serão criados e as instalações de unidades operacionais já existentes receberão melhorias.

O aumento no número de assaltos também reduziu o número de empregados em atividade. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, Ronaldo Martins, 150 trabalhadores estão afastados por algum trauma gerado após assaltos ou sequestros relâmpagos a que foram submetidos. “Ficamos dois anos sem escolta e nesse período o número de delitos cresceu muito. Hoje temos um déficit de 900 funcionários na área operacional. Sem a realização de concurso público fica difícil resolver a questão das entregas”, disse.

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