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Zika avança sobre grávidas em SG



DE A TRIBUNA

A notícia de que planos de saúde poderão oferecer atendimento para diagnóstico e tratamento do Zika vírus veio em boa hora, principalmente porque cresceu em 65% o índice de mulheres grávidas infectadas em São Gonçalo. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, no penúltimo levantamento, divulgado em 22 de abril, havia 52 gestantes com a doença na cidade. Nesta sexta, o número subiu para 86. A obrigatoriedade para que planos de saúde aceitem custear os exames ainda não tem data prevista. Mas laboratórios já aprovam a ideia, pois acreditam que isso atrairá clientes e ainda proporcionará aos doentes a possibilidade de saber realmente se estão com Zika ou não.

“A sorologia ainda é um exame muito caro e nem tem muita saída. Então a gente acredita que mais para frente, com o aumento dos pedidos, vai se tornar mais barato para os próprios clientes. Sem contar que eles saberão, efetivamente, se estão com Zika ou não. Eu acredito que se esses exames forem cobertos pelas operadoresserá bem positivo para todo mundo”.

Nos próximos dias, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgará os critérios para o atendimento. O texto, elaborado em parceria com representantes do setor, com órgãos de defesa do consumidor e com a Associação Médica Brasileira (AMB), ainda será avaliado pela Diretoria Colegiada da Agência. Assim que for aprovada, a ANS dará um prazo para que operadoras de planos de saúde organizem a rede de atendimento e de laboratórios para oferecerem os exames. O Sindicato dos Planos de Saúde foi procurado, mas ninguém foi localizado. Números continuam crescendo

A Superintendência de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde informa que, desde 18 de novembro de 2015, quando a notificação de gestantes com manchas vermelhas na pele se tornou obrigatória no Estado, 8.339 casos foram notificados. Entre 1º de janeiro de 2015 e 23 de abril de 2016, 42 casos de microcefalia associados a infecções congênitas foram confirmados no Estado do Rio.

Na cidade de Niterói, de 1º de janeiro a 29 de abril deste ano, foram notificados 391 casos suspeitos de dengue. Foram sete casos de chikungunya, sendo que dois foram confirmados; cinco, descartados e dois ainda estão sendo investigados. Em relação ao zika vírus, o município apresentou 30 casos confirmados em gestantes, que estão sendo monitoradas. Nove casos suspeitos de microcefalia foram notificados e estão em investigação e monitoramento. Além disso, foram notificados em residentes de Niterói 18 casos suspeitos de Síndromes Neurológicas Agudas, nas quais se enquadra a Síndrome de Guillain-Barré.

Em Maricá, a Secretaria Municipal Adjunta de Saúde registrou 44 casos suspeitos de dengue em 2016 (16 em janeiro, 22 em fevereiro, quatro em março e dois em abril), 46 de zika vírus (20 em janeiro, 20 em fevereiro e seis em março) e dois de chikungunya (março). Em 2015, foram 97 casos de dengue.

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