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Das costelas de Mulim, De Jorge e Dilson Drummond. Marlos corre por fora



As eleições estão marcadas para 2 de outubro, a campanha começa só em agosto, mas o mundo político fervilha. Além de Mulim, temos à mesa mais dez candidaturas que por força da tradição e das circunstâncias devem se condensar em no máximo quatro ou cinco realmente competitivas num pleito que ninguém se atreve a cravar o resultado.

Pela ordem, analisemos o atual prefeito.

No primeiro ano de mandato em 2013, Mulim (PR) foi tragado para o centro das manifestações pela redução da tarifa do transporte que, por coincidência ou não, foi a principal promessa de sua campanha. Não teve força ou vontade política para fazê-lo e, junto com a proibição das vans, viu sua imagem e governo se desgastarem perante a opinião pública e pela oposição na Câmara, que embora pequena, sempre foi barulhenta, jamais deixando cair no esquecimento a promessa do busú a 1,50, que em vez de ser a marca de seu governo, grudou-lhe à testa. Some-se a isso escândalos na Educação que derrubaram dois secretários e que quase lhe custaram a perda da base de apoio na Câmara em 2015.

Nesse momento, por pressão dos vereadores, há uma virada no governo que atinge em cheio os superpoderes do seu principal secretário, Sandro Almeida, que muitos acusavam ser o prefeito de fato, concentrador das principais ações do governo e, por extensão, do caixa e dos cargos comissionados, fundamentais para a sobrevivência política e eleitoral de muitos vereadores.

Com espaço reduzido e olhado com desconfiança pela Câmara e parte do staff do prefeito, Almeida - já pré-candidato assumido e estrategista nato - se aproxima do PSDB e cria outra trincheira, embora rasa, convencendo o ex-vereador e secretário municipal Anti-Drogas Dilson Drummond a encabeçar a disputa à prefeitura pela legenda.

O PMDB de Graça Mattos, que nunca se dedicou integralmente ao governo embora estando lá desde 2013, deve seguir a mesma toada com candidatura própria ou apoio à (im)provável candidatura de José Luiz Nanci (PPS).

Para esvaziar de vez a base de apoio ao governo, desponta como pré-candidato o vereador De Jorge (PRB), que reuniu entorno de si lideranças das Igrejas Universal e da Graça de Deus. De Jorge e Drummond são candidaturas saídas das costelas de Mulim, que se equilibra como pode para tocar o governo e que, paradoxalmente, podem ajudá-lo a pelo menos chegar no segundo turno com a divisão de votos. Porém, a fauna política gonçalense não se resume a isso.

A candidatura Marlos (PSB), a única no momento com chapa e nominata montadas, corre por fora e pode surpreender se os eleitores perceberem que é a única competitiva e de oposição ao atual governo. Tempo para isso vai ter, graças à composição partidária que reúne PSB, PTB, PCdoB, PPL e PSC, que lhe garante 10 minutos de inserção diária no rádio e televisão.

Os dados estão lançados. O jogo sendo jogado.

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