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Resiliência: O movimento fundamental para o artista


Talentosos, teatrais e apaixonados pela dança urbana, a dupla ‘Os Yetis’ vem ganhando espaço dentro de cenário da dança e mostrando com muito esforço e dedicação que não é fácil chegar ao objetivo.

Felipe Sales (17) e Douglas Montero (21), ambos moradores do bairro Apolo II, Itaboraí, formam a dupla ‘Os Yetis’. Felipe é estudante e nas horas vagas se dedica aos treinos com seu parceiro Douglas que trabalha como vendedor de calçados, eles falam da dificuldade de ser um artista independente em uma cidade muito aquém do que se deseja para a educação, saúde e a cultura.

Sem opções de lugares para ensaiar, a dupla muitas vezes depende de favores de amigos e/ou vizinhos por um lugar onde se dedicarem a sua arte.

Neste primeiro bloco da série de entrevistas que o Jornal Daki está realizando com os artistas de Itaboraí e São Gonçalo, a dupla fala sobre a carreira, os projetos para o futuro, as dificuldades e outros assuntos.

Confira!

Jornal Daki: Primeiramente gostaríamos que vocês se apresentassem.

F: Meu nome é Felipe Thomas, tenho 17 anos e sou coreógrafo na dupla 'Os Yetis'.

D: Oi! Meu nome é Douglas, tenho 21 anos, sou dançarino e coreógrafo na dupla 'Os Yetis'.

Jornal Daki: Quando vocês começaram a se interessarem pela dança?

F: Lembro que tinha por volta dos 7 anos e ficava assistindo vidrado os vídeos clipes do Michael Jackson e dizia pra minha mãe que queria dança igual a ele foi ali que me apaixonei pela dança!

D: Eu comecei o interesse pela dança aos 11 anos de idade, vendo os clipes em DVD do Usher e do Chris Brown.

Jornal Daki: Alguém vêm de família de dançarinos ou este talento é exclusividade de vocês?

F: Não, é uma exclusividade minha.

D: Não, sou o único dançarino da família.

Jornal Daki: Como surgiu a dupla?

F: Eu lembro que mostrei um vídeo de batalha entre duplas para Douglas e achamos aquilo um máximo, acredito que a dupla surgiu ali.

D: Eu e Felipe começamos a treinar juntos, mas a ideia de dupla surgiu quando Felipe me mostrou um vídeo de uma batalha de dança entre duplas, daí foi uma inspiração para nós dois.

Jornal Daki: Alguém já fazia parte de alguma outra Cia?

F: De certa forma sim, pois tanto eu como ele começamos a dançar com amigos que queriam forma uma Cia.

D: Sim, uma Cia que existe até hoje, mas decidimos seguir como dupla.

Jornal Daki: E quais são as principais influências de vocês?

F: Claro, muitos.

D: Diversos artistas, como WilldaBeast e outros.


"Por falta de conhecimento da minha família sobre dança, acharam que eu era maluco, que era pretexto para "vagabundear" na rua, uma grande perda de tempo".

Douglas Montero

Jornal Daki: Vocês usam twitter, myspace, fotolog, facebook, como vocês avaliam a importância dessas ferramentas?

F: Sim, são de extrema importância para divulgação do trabalho.

D: Sim, para um artista é essencial para divulgação do trabalho.

Jornal Daki: Como foi participar do FAM - 1º Festival Apolo Multicultural e o que você achou da proposta?

F: Me senti honrado em participar desse evento. Foi algo incrível pra mim e Os Yetis pois acendeu a vontade que estava aos poucos se apagando que era dança novamente. Só tenho a agradecer ao evento por dar oportunidade para diversos artistas.

D: Foi muito importante para mim, tanto para divulgar o meu trabalho e para conhecer outros artistas. Achei ótima a proposta do evento, um meio de levar cultura e arte para o povo.


Jornal Daki: Teve alguma fonte de inspiração? Quem ou o que?

F: Eu tive várias, uma em cada momento da minha vida, e sempre busco mais referências. Não só de famosos da dança, mas também em filmes, séries e desenhos animados. Posso citar algumas figuras aqui, como: Nonstop, Les Twins, Se ela dança eu danço, WilldaBeast, koharu, Hora de aventura, Eu a patroa e as crianças... Poderia fazer uma lista imensa do que me inspira para continuar com o meu trabalho.

D: Sim claro! Cada um responsável por algo que me inspira, como nas batalhas, apresentações e outros. Ás vezes vem inspirações do nada, simplesmente vendo vídeos de coisas que não tem nada relacionada a dançar, mas acabo pegando aquilo e trazendo para a dança.

Jornal Daki: Aproveitem e digam, pra quem acha que tudo é fácil pra vocês, quais são as maiores dificuldades que vocês enfrentaram e enfrentam com a dança?

F: São muitas dificuldades, poderia citar muitas aqui mas vou citar a que eu considero a maior dificuldade para mim. A maior dificuldade que já enfrentei e enfrento até hoje é a falta de reconhecimento do que você faz.

D: Bom. São várias, mas especificando uma, a falta de reconhecimento e valorização de um dançarino.

Continua...

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#CULTURA #ITABORAÍ #PonteCultural

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