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Burguesia tranquila: bares de Icaraí contratam segurança privada



Proprietários de bares nas ruas Lopes Trovão e Geraldo Martins, em Icaraí, acharam uma solução para evitar os constantes assaltos aos estabelecimentos: contrataram uma empresa de segurança privada para dar tranquilidade à burguesia boêmia frequentadora do local.

Serão seis seguranças munidos de pistolas e 'três-oitão' para encarar a rapaziada de fuzil que não se intimida nem com polícia. Quem paga o 'serviço' são os garçons que terão que ser demitidos a bem da clientela segura e feliz.

Parabéns aos envolvidos.

Segue matéria de O Fluminense da repórter Vanessa Lima.

Após arrastões, bares de Icaraí trocam garçons por seguranças

Comércio diz que terá que mandar funcionários embora para pagar por vigilância privada contratada nesta semana

Após sofreram arrastões por dias seguidos, proprietários de bares e restaurantes de Icaraí se uniram para contratar um empresa de segurança privada. Desde a noite de quinta-feira (19), seis agentes particulares em dois veículos com giroscópio circulam pelas ruas Lopes Trovão e Geraldo Martins para patrulhar a região. Com a medida, os comerciantes esperam inibir a ação dos criminosos e trazer de volta os clientes, já que, depois que teve início a onda de crimes, o movimento caiu 60%.

Mas para garantir a segurança, cada comerciante terá que desembolsar em torno de R$ 2 mil por mês. Como não pretendem repassar os custos para os clientes, eles já avisaram que terão que demitir funcionários para arcar com a nova despesa. A segurança privada na região será realizada das 20h até o fechamento dos estabelecimentos.

Segundo a proprietária de um dos bares, a gota d’água foi o arrastão que aconteceu em dois estabelecimentos da Rua Lopes Trovão, na noite do último domingo, que deixou em pânico clientes e funcionários. Um dia após o crime, uma viatura da Polícia Militar realizou patrulhamento na área, mas depois não foi mais vista e, nos dias seguintes, os comércios voltaram a ser cenários de novos assaltos.

“Entendemos que a contratação foi necessária porque a Polícia Militar não possui efetivo para patrulhar a área durante o expediente noturno dos bares. Além disso, instalamos um forte sistema de câmeras de monitoramento em vão, porque os criminosos não se sentem intimidados. Infelizmente, teremos que reduzir os custos para arcar com esse serviço, que custa em média R$ 2 mil para cada estabelecimento”, esclarece.

Os empresários afirmam que já contavam com seguranças à paisana circulando pelo quarteirão. Porém, desde que os criminosos passaram a cometer os assaltos utilizando fuzil, os seguranças se sentiram acuados. Como alternativa, foram alocadas duas viaturas particulares com sirenes para atuação dos vigilantes nas esquinas das duas vias.

A ideia é intimidar a investida dos bandos e oferecer tranquilidade aos clientes que desejam segurança para desfrutar os momentos de lazer.

“Essa foi a saída que encontramos para resgatar a vida de boêmia de Niterói. Os comércios sofreram uma queda de 60% na movimentação e muitos estabelecimentos estão fechando mais cedo, por medo de novos assaltos. Estamos reféns da violência e nossos funcionários passaram a ser ameaçados também. Esses comércios sustentam muitas famílias, não podemos deixar o crime destruir nosso trabalho. Esperamos que até o início de maio os clientes voltem a bater ponto nos bares e sintam-se seguros com a presença dos seguranças”, declara o proprietário de um outro restaurante.

Procurada, a Polícia Militar não se pronunciou até o fechamento desta edição.

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Atualização: O Fluminense atualizou a matéria que agora tem novo link. Clique aqui.

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