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O que pegou Mulim vai pegar irmãos Panisset



E o ministério público descortinou o teatro de horrores da corrupção braba em São Gonçalo.

De acordo com a denúncia da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de São Gonçalo, o esquema de fraude nas licitações e desvio de dinheiro envolvendo empresas prestadoras de serviços de iluminação pública ocorre desde 2005, primeiro ano do governo de Aparecida Panisset, e se estendeu até 2016 com o outro prefeito, Neilton Mulim, acusado de encabeçar o desvio de R$ 40 milhões dos cofres públicos entre os anos de 2013 e 2016.

Somente nos anos 2011 e 2012 foram R$ 10 milhões desviados, garante o MP.

Ou seja, governos diferentes, mesmíssimo esquema.

Na ação de terça (24) a polícia cumpriu mandados de busca, apreensão e arresto de valores acima de R$ 5 mil. Foram apreendidos na casa do ex-deputado e ex-secretário de Saúde, Márcio Panisset, R$ 104 mil, 117 mil dólares e 167 mil euros.

Convertidos, os valores superam R$ 1,2 milhão de dinheiro em espécie. Também foram levados sob guarda da Justiça diversos relógios de elevado valor, entre eles cinco relógios rolex, além de carros, motos e outras joias.

Mas, curiosamente, o delito que levou Márcio Panisset para a cela numa delegacia foi uma arma de fogo de uso restrito e com numeração raspada.

Na residência da ex-prefeita de São Gonçalo Aparecida Panisset, informa o MP, foram apreendidas joias e relógios. Com os demais réus no processo, foram apreendidos outros veículos, um barco e um jet-ski, tara de qualquer corrupto.

Na ação que prendeu Neilton Mulim, em agosto de 2017, dentro da 'Operação Apação', foram encontrados R$ 270 mil na casa de seus pais, em São Gonçalo. Em fevereiro deste ano, Mulim conseguiu o relaxamento da prisão através de um habeas corpus.

A ação de terça é um desdobramento da Operação Apagão.

Participavam do saque aos cofres públicos, além dos irmãos Panisset e Mulim, empresários donos das empresas Compilar Entretenimento, Ilumina Soluções e Singular Prestadora de Serviços; o secretário Valmir Barros Fonseca e diversos funcionários da prefeitura.

Um dos donos da Ilumina, Luis Lins de Oliveira Júnior, era assessor direto de Márcio Panisset, demostrando que o roubo era sem pudor e escancarado.

Todos já foram denunciados e se tornaram réus na Justiça, que mantém detalhes do processo em sigilo. Não há previsão para o julgamento.

O governo atual decidiu criou no ano passado uma empresa pública para gerir a iluminação na cidade.

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