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Prefeitura mobiliza população contra chicungunha



O Dia D de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chicungunha, mobilizou nesta sexta-feira (18) os agentes de endemias da Vigilância Ambiental, agentes comunitários de saúde (ACS) e voluntários da Cruz Vermelha. A meta é conscientizar a população sobre a importância de acabar com os possíveis criadouros do mosquito nas residências, comércios e nas ruas. Ao todo, foram mobilizados 400 agentes na ação que contabilizou 5800 residências visitadas.

- A responsabilidade é de todos nós. Quem encontrar lugares onde o mosquito pode se reproduzir, deve avisar os agentes de saúde e, se possível, desfazer o local para evitar o contágio - ressalta o prefeito, José Luiz Nanci.

Além das visitas domiciliares que foram realizadas pelos agentes de endemias, as equipes UBV pulverizaram o larvicida no carro fumacê em diversas ruas dos bairros mais afetados. Dados da Vigilância Ambiental do município mostram que os depósitos podem ser evitados em 25% das residências visitadas pelos agentes de endemias. Um grupo de agentes de endemias da entomologia também participou, com a exposição que apresenta as fases do mosquito Aedes aegypti.

A ação teve concentração em diversas praças da cidade, entre elas a praça Doutor Luiz Palmier (Praça do Rodo), o calçadão de Alcântara (em frente ao Prédio do Relógio), Praça da Trindade, Gradim, Santa Izabel, Barro Vermelho, Mutuá, Itaúna, Largo da Ideia, Jardim Catarina (praça do skate e DPO), Amendoeira (Cedae), Venda da Cruz (Condomínio Residencial Venda da Cruz) e Engenho do Roçado (em frente ao Posto Hiparco Ferreira).

- Essa mobilização é de extrema importância para que possamos, juntos com a população, combater o mosquito. O trabalho já vinha sendo feito pelas equipes e agora vamos massificar ainda mais. Precisamos ir direto ao foco e mobilizar as pessoas para a necessidade de identificar e eliminar os criadouros de mosquitos - enfatiza o secretário de Saúde, Jefferson Antunes.

Segundo o diretor da Vigilância Ambiental, Adaly Fortunato, a ação conta com a participação de voluntários da Cruz Vermelha e agentes comunitários de Saúde."O ciclo de reprodução do mosquito leva em torno de 10 dias. Por isso, é preciso realizar uma série de medidas simples para garantir a limpeza dos ambientes. Recipientes como baldes, garrafas, ralos, lixeiras e outros objetos devem sempre estar fechados ou virados com a boca para baixo. As equipes estão nas ruas atuando diariamente, mas é preciso que a população também faça sua parte. Muitas pessoas não atendem as equipes de agentes", afirma.

São Gonçalo promove encontro sobre Chicungunha

“Chicungunha! Minha vida depois dela” é o tema da primeira edição do Café Saúde Ambiental, que foi realizado nesta sexta-feira no Partage Shopping. A ação reuniu profissionais da Vigilância Ambiental(IEC), Saúde(Nasf e Agente Comunitário de Saúde), Educação e APA do Engenho Pequeno, e teve como objetivo desenvolver a educação ambiental através da troca de experiências com pacientes e profissionais da área, implementando ações de prevenção e combate ao mosquito transmissor da doença.

- Somente este ano, foram notificados 1310 casos de chikungunya. Temos que trabalhar em cima da prevenção. É um conjunto de ações de responsabilidade de toda sociedade eliminar criadouros. A vasilha de água de cães e gatos é um dos maiores criadouros do Aedes. É ali que a maioria dos mosquitos bota o ovo, que eclode e nascem dezenas de mosquitos - explica o diretor da Vigilância Ambiental, Adaly Fortunato.

O alto índice de casos de chicungunha preocupa as autoridades e a população. Quem já teve a doença sabe que os sintomas se prolongam, na maioria dos casos, por meses. São dores intensas e inchaços nas articulações que podem resultar, inclusive, em afastamento temporário do trabalho, como conta a professora Tânia:

- Só quem foi infectado e convive com as sequelas da doença, sabe o estrago que esse mosquito é capaz de fazer no nosso organismo. Estamos sofrendo e não sabemos se ficaremos curados ou se a doença se tornará crônica em nós. Estamos limitados em nosso trabalho e lazer. Nós deitamos e não sabemos de que forma vamos levantar, com poucas ou muitas dores. É muito desânimo e cansaço o tempo todo - conta.

Moradora do bairro Zumbi, a dona de casa Lucimar de Jesus Marinho, 60 anos, contraiu a doença no ano passado e até hoje sofre com suas consequências. "Simplesmente acordei sem poder mover o corpo. tive febre e dores intensas nas articulações. Até hoje cinto dores, não sou mais a mesma pessoa", lamenta.

Como não existe vacina ou medicamentos contra chicungunha, é preciso investir na prevenção acabando com o mosquito. Para isso, é preciso manter o ambiente sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser adotadas principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia, como bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos.

Segundo a Fiocruz, a febre chicungunha é uma doença viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014. Chikungunya significa "aqueles que se dobram", em referência à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, no leste da África, entre 1952 e 1953. Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele.

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