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Fernandinho? Põe a derrota na conta do coronel Nunes, por Victor Machado



Após a justa eliminação para a boa seleção Belga, parte da imprensa, torcedores nas ruas e redes sociais iniciaram uma verdadeira “caça às bruxas”, buscando culpados pela derrota da seleção brasileira: Fernandinho, Neymar, Gabriel Jesus e o técnico Tite, foram os nomes mais lembrados. Porém, um personagem praticamente passou despercebido em toda competição, justamente o “patrão”. Estamos falando do presidente da CBF Antônio Carlos Nunes de Lima e olha que ele aprontou bastante em solo russo.


Coronel Nunes nunca teve relações das mais íntimas com o futebol. Ao presidir a Federação Paraense de Futebol, notabilizou-se mais por escândalos do que pelo desenvolvimento do futebol local.

E assim foi na CBF, onde chegou ao posto mais alto do futebol brasileiro após articulação de Marco Polo Del Nero para que seu grupo não deixasse o comando da entidade. Parece que a manobra cobrou seu preço na Rússia.

Em congresso da FIFA, Coronel Nunes representava o Brasil na votação para a escolha das sedes da Copa de 2026 e quebrou o pacto de apoio da Conmebol à candidatura de EUA, México e Canadá, apoiando Marrocos. O episódio gerou um descontentamento diplomático na cartolagem e colocou a CBF em maus lençóis. O que teria feito o presidente da CBF mudar de opinião? Segundo o mesmo, México e EUA, já haviam sediado a competição e era hora de dar vez ao Marrocos.

Na partida contra a Bélgica, pela terceira vez Coronel Nunes não foi autorizado a se sentar ao lado do suíço Gianni Infantino, presidente da FIFA, como manda o protocolo. Motivo de chacotas, havia avisado que ficaria até o final da Copa do Mundo e, apesar das recomendações para que voltasse ao Brasil, insistiu que queria "entregar a taça".

Segundo reportagem da Folha de São Paulo, Coronel Nunes se recusou a falar com a imprensa após a derrota brasileira "Não vou falar disso agora". "Eu estou muito dolorido". Porém boa parte da mídia e torcedores queriam explicações do técnico Tite e do craque Neymar, que também não falou.

O que aprendemos com a derrota?

Será que vale a pena confiar o esporte mais popular do país a gente do naipe do Coronel Nunes? Ou é mais fácil culpar o Fernandinho?

Mas o que é perder a Copa para quem já perdeu o emprego, a EMBRAER, o pré-sal, os direitos trabalhistas, o Ciência sem Fronteira, a Farmácia Popular...

Nota do editor: Coronel Nunes foi da Polícia Militar do Pará e prefeito biônico de Monte Alegre, no mesmo estado, sendo colaborador ativo da ditadura militar (1964-85). Saiba mais aqui.

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