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Mutirão de cirurgia de fimose operou 15 crianças em SG


Procedimento é simples e leva de 30 a 40 minutos


Maria Edinalva procurou atendimento em agosto para o filho

A Secretaria Municipal de Saúde realizou, nesta segunda-feira (15), a segunda etapa do mutirão de cirurgias de fimose (procedimento também conhecido como circuncisão) em pacientes pediátricos da Clínica da Criança. Ao todo, 15 crianças foram operadas no centro cirúrgico do Pronto Socorro Central, no Zé Garoto.

- É um procedimento comum, em que temos um grande número de diagnósticos para cirurgia. Por isso decidimos fazer o mutirão. Os principais sintomas da fimose são dificuldade ao urinar, sangramento e secreções - explica o cirurgião Thomaz Nanci. A cirurgia é simples e geralmente leva de 30 a 40 minutos. O procedimento é feito com anestesia local e o paciente não precisa de nenhum cuidado específico prévio.


Morador da Trindade, João Pedro Nunes, 4 anos, foi o primeiro do dia a ser operado. "Quando ele começou a sentir dor eu logo procurei por atendimento na Clínica da Criança, isso em agosto. Em setembro marcamos a cirurgia. Foi bem rápido. gostei bastante do atendimento", explica a mãe, Maria Edinalva Nunes, 35 anos.

Por ano, o centro cirúrgico registra média de 500 cirurgias infantis, todas realizadas pelo cirurgião Thomaz Nanci, médico experiente que atua há 30 anos nesta atividade. A unidade é responsável pela realização de cirurgias pediátricas eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, atualmente, é referência na Região Metropolitana II, que compreende sete municípios próximos.

Fimose

Fimose é uma doença caracterizada pela incapacidade de uma pessoa do sexo masculino expor sua glande (extremidade do pênis). Essa dificuldade ocorre quando o prepúcio (pele do pênis) possui um anel muito estreito, ou seja, a abertura do prepúcio é muito pequena para que se possa expor a glande. O problema pode ser de origem congênita (desde o nascimento) ou adquirida, a exemplo de pacientes com diabetes, mais suscetíveis a infecções na região. A não-retração dessa pele dificulta o asseio, que é primordial para evitar o câncer de pênis.

A única forma de tratamento do problema é a intervenção cirúrgica. Na cirurgia, o prepúcio pode ser retirado totalmente ou parcialmente, mas o importante é que seja retirado o anel prepucial que está estreito. A tendência é a retirada total, o que ocorre sem nenhum dano ao paciente.

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