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Caixa Econômica deixará clubes, por Victor Machado



Por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), o banco CAIXA não poderá mais patrocinar equipes de futebol no Brasil. A entidade definiu que é “irregular a prorrogação de contratos de patrocínio” de empresas estatais, uma vez que os mesmos “não se constituem em serviço de natureza contínua”. Este acórdão complicou a vida de alguns clubes que dependem desse recurso, como o Flamengo, Botafogo, Santos, entre outros.


Patrocínios nos esportes são cíclicos, um bom exemplo é o da Fórmula 1. Na década de 1980 as indústrias do cigarro e das bebidas bancavam a categoria. Atualmente as montadoras de automóveis e as empresas ligadas a tecnologia da informação são as financiadoras das equipes.

No futebol Brasileiro, após a liberação da prática, em 1982, clubes correram atrás dessa nova fonte de receita para bancar o futebol por meio do marketing esportivo. O patrocínio da PETROBRÁS, gigante estatal do petróleo, no Flamengo foi o mais longevo do futebol brasileiro (entre 1984 e o início de 2009), explorando de forma quase ininterrupta a marca de lubrificantes LUBRAX.

Tivemos ainda, em 1987, durante a polêmica Copa União, a COCA - COLA praticamente patrocinando todos os times da série A. Já na década de 1990 a Parmalat trouxe um modelo avassalador em termos de investimentos em atletas, algo semelhante, fez a UNIMED no Fluminense na década seguinte.

Atualmente, temos novamente o atual campeão brasileiro, o Palmeiras com a força do banco CREFISA e boa parte dos seus rivais em um mar de incertezas, com o fim definitivo do apoio estatal. Dessa forma, parece que inicia uma era dos patrocínios dos bancos privados, um setor que não viu crise nos últimos anos na combalida economia Brasileira.

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