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Mulheres vítimas de violência no foco de fórum sobre saúde mental


São Gonçalo fez parte das 10 cidades com maior número de casos


Evento ocorreu na FFP-UERJ/Foto: Divulgação

"Território, Violência e Saúde Mental". Este foi o tema escolhido para permear as discussões do XIII Fórum Intersetorial para ações em Saúde Mental/Álcool e Outras Drogas, realizado pela Coordenação Municipal de Saúde Mental na tarde desta segunda-feira(18), no auditório da UERJ-FFP, no Patronato. O objetivo do encontro é promover e discutir caminhos traçados na atenção integral e fortalecer o Programa de Saúde Mental do município de São Gonçalo.

Como subtema do evento, foram discutidos caminhos no atendimento à rede para mulheres vítimas de violência e a mesa diretora foi formada por mulheres atuantes na área, como a mediadora Daniela Hart, do Programa de Saúde Mental, pela subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Andréa Machado, pela psicóloga do Centro Especial de Orientação à Mulher (Ceom), além das profissionais do Movimento de Mulheres de São Gonçalo, Francine Freitas Azevedo e Michele Medeiros.

Em 2017, o município de São Gonçalo fez parte das 10 cidades com maiores números de violência psicológica, tentativa de estupro e lesão corporal, de acordo com o Dossiê Mulher 2018.

- Esse é um assunto urgente. Temos muitos casos de feminicídio e nosso objetivo hoje é de discutir e apresentar os serviços de apoio às mulheres que temos disponíveis na cidade. A mulher quando é vítima de feminicídio, já sofreu diversos danos morais e psicológicos antes - ressalta a subsecretária de Política para as Mulheres, Andréa Machado.

Para a coordenadora municipal de Saúde Mental, Aparecida Lobosco, o Fórum tem a intenção de propiciar um espaço para que os usuários e gestores da rede municipal consigam uma interlocução dos serviços e dispositivos que aqui atuam, promovendo o caminho que as políticas públicas seguirão em função da rede, que necessita desse diálogo para a organização do cuidado integral à população de São Gonçalo.

Segundo a articuladora intersetorial e organizadora do Fórum, Kássia Rapella, o Fórum é um potente espaço para estreitar os laços com a rede, entender como está o cenário atual, além de ser um espaço formativo, porque sempre discutem temas demandados pelos participantes, necessários para qualificar a atenção nos diversos setores.

- É um espaço que colocamos como prioridade na nossa agenda porque a equipe do programa entende como primordial para o diálogo entre a rede, evitando que o usuário e os profissionais fiquem direcionando suas ações por tentativa e erro. Sabendo onde conseguimos atender a cada aspecto, avançamos no projeto ou plano de atendimento dos usuários, além de podermos oferecer informações corretas ao mesmo, que é o centro da atenção preconizado nas políticas públicas - explica.

Redes de proteção - Além do 180 (Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência), a cidade de São Gonçalo ainda possui as redes de proteção através do Conselho dos Direitos da Mulher, localizado na Rua Uriscina Vargas, 36, Mutondo; Movimento de Mulheres, na rua Rodrigues da Fonseca, 201, Zé Garoto; Delegacia de Atendimento a Mulher (DEAM), na Avenida Dezoito do Forte, 578, Mutuá; e através do próprio CEOM, que funciona de segunda a sexta, das 9h às 17h, com atendimento presencial na Rua Camilo Fernandes Moreira, em Neves, ou ainda pelo telefone 96427-0012.

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