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O silêncio do 'Maior do Mundo', por Victor Machado


Em 1950 ocorreu o primeiro grande silencio do Maracanã, feito de um ponta-direita uruguaio que chutou para o fundo da meta do goleiro brasileiro Barbosa, na final da Copa do Mundo. Esse foi o chute mais silenciador da história, pois calou 200 mil brasileiros no estádio. Segundo o dramaturgo tricolor, Nelson Rodrigues o Maracanã vaia um minuto de silêncio e até mesmo mulher nua. O torcedor não perdoa, pois sempre está apto a vaiar, xingar ou gritar mesmo os jogadores do seu próprio clube. Sem dúvidas, o torcedor é o maior inimigo do silêncio. Se no tênis é regra, no futebol a ordem é ter barulho, grito e vaia.


Foto: O Estado de São Paulo

Há mais de uma semana o Brasil foi acometido com uma das maiores tragédias do futebol. Dez jovens jogadores do Flamengo foram mortos em um terrível incêndio. Uma solidariedade até então pouco vista tomou conta dos times cariocas. Todos os quatro grandes clubes permearam um sentimento de solidariedade que não é comum entre times que são rivais há um século. No Fla-Flu da semana passada as duas torcidas respeitaram o minuto de silêncio em homenagem aos meninos. Entretanto, três dias após esse lindo espetáculo de compaixão o silêncio tomou conta do maior do Mundo, em plena final de Taça Guanabara. Em contraste do lado de fora o barulho era das bombas que atacavam aqueles impedidos de assistir o santo futebol de domingo e por um motivo banal, o lado em que as torcidas ficariam no estádio. Hoje, a discussão não é sobre Vasco 1 X 0 Fluminense, mas sobre a ignorância de quem preferiu um estádio vazio a um estádio vivo.

Colaborou Jorge Santana

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