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São Gonçalo abre as atividades do mês da mulher


Comemorações ocorrem ainda na FFP-Uerj e em caminhada no Centro


Pela vida, pelos direitos e cidadania, a Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres realizou nesta sexta (8), Dia Internacional da Mulher, uma grande ação social que reuniu diversos serviços gratuitos de assistência, saúde, empregabilidade e beleza. A programação aconteceu no conjunto Minha Cada, Minha Vida, no bairro Venda da Cruz, e alcançou centenas de moradores da região, abrindo o mês de comemoração e luta pelas mulheres.

- Eu tenho 77 anos, já sou aposentada, mas sei que preciso sempre garantir os meus direitos. Vim aqui, já conversei com a assistente social, tirei algumas dúvidas. Direitos e menos violência é tudo o que eu desejo pra esse dia - disse a aposentada Marlene de Oliveira Matos, moradora do bairro.

E por falar em direitos, neste mês de março a lei 13.104, conhecida como “Lei do Feminicídio”, que tipifica o homicídio doloso contra a mulher por sua condição de sexo feminino ou decorrente de violência doméstica, completa apenas quatro anos. Em um país que ainda tem em sua construção as desigualdades racial, social e de gênero, a importância do poder público em se colocar de forma efetiva na vida da população, nesse caso as mulheres, contribui ainda mais por nenhum direito a menos na luta pela equidade e igualdade.

- É um momento de grande importância porque destacamos muito mais que uma data. O que estamos pondo em evidência hoje é a afirmação da luta das mulheres e a garantia dos seus direitos - ressaltou a subsecretária de Políticas Para Mulheres, Andréa Machado.

Dentre os serviços oferecidos estão orientação com as equipes do CRAS (Centro de Referência e Assistência Social), Ceom (Centro Especial de Orientação à Mulher), SINE (Sistema Nacional de Emprego ), Bolsa Família, orientação jurídica da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) com a Comissão de enfrentamento a violência doméstica contra a mulher, equipes da saúde com assistência médica e orientação, além de atividades de beleza e lazer.

- Quando a informação sobre direitos chega até uma mulher, ela exerce ainda mais a autonomia de escolhas sobre seu corpo, suas ações e projetos de vida. Nem sempre uma mulher vítima de violência ou violação pode ou vai até um serviço público, mas quando esse serviço chega até ela, isso a possibilita romper várias barreiras - disse Aurélia Leal, assistente social do Centro Especial de Orientação à Mulher.

Cada pessoa é um mundo, e cada mulher carrega consigo muitas histórias de luta, superação e conquista. Por isso, como bem afirma a escritora nigeriana Chimamanda Adichie, a “história única” é um grande perigo. Cada mulher possui sua luta e história. Como é o caso da Beatriz Silveira. Mulher negra, advogada, membro da Comissão de enfrentamento à violência doméstica contra a mulher e presidente da Comissão de Igualdade racial da OAB, ela luta pelas mulheres negras, cujo número de mortes aumentou em 54% nos últimos 10 anos.

- Oferecer acessibilidade e o acesso à justiça a essas mulheres é fundamental. Como Comissão temos feito um levantamento em São Gonçalo do número de casos de violência e acreditamos que seja importante esse recorte racial porque não adianta iniciar uma ação sem entender quem são essas mulheres - afirmou a advogada.

Para a secretária de Políticas públicas para Idoso, Mulher e Pessoa com Deficiência, Marta Maria Figueiredo, criar espaços de escuta e participação da população é fundamental para a manutenção das políticas públicas.

- Todas as nossas ações quanto secretaria convergem para a autonomia, bem estar e empoderamento de cada indivíduo. Poder discutir junto aos diversos movimentos sociais, e a população de um modo geral, formas de enfrentamento à violência contra a mulher gera uma reflexão em todos os âmbitos da sociedade. É importante não só falar, mas promover ações e espaços de escuta, quanto poder público, para que políticas efetivas possam contribuir para o fim da violência contra a mulher - afirmou.

Outras atividades: Já no dia 21, acontece o II Seminário de Políticas Públicas para Mulheres com o tema "Feminicídio". Aberta ao público de modo geral, a atividade acontecerá no auditório ad Faculdade de Formação de Professores (UERJ/FFP), das 9h às 14h. Para dialogar sobre o tema estarão presentes a juíza titular do I Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a mulher do Rio de Janeiro, Adriana Mello da Silva; coordenadora do Dossiê Mulher e Major da Polícia Militar, Orlinda Claudia Rosa de Moraes; delegada titular da Delegacia da Mulher de São Gonçalo (Deam-SG), Doutora Débora Rodrigues, e a deputada estadual e primeira mulher a chefiar a Polícia Civil do Estado, Martha Rocha.

E encerrando as atividades, no dia 23, acontece a 7ª Caminhada "São Gonçalo de mãos dadas pelo Fim da violência contra as mulheres". O ponto de encontro será às 8h30, em frente ao prédio do INSS, no Centro.

SERVIÇO

Faculdade de Formação de Professores (UERJ / FFP)

Endereço: Rua Francisco Portela, 1470, Patronato

INSS/SG

Endereço: Rua Coronel Moreira César, 169, Centro

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