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SUS garante hemodiálise para 600 pacientes em São Gonçalo


Tratamento é realizado em três clínicas conveniadas


A rotina das pessoas que realizam tratamento de hemodiálise é pontuada por idas e vindas às clínicas nefrológicas por diversas vezes na semana, já que "as máquinas da vida" permitem a filtração do sangue indicado para casos de insuficiência renal aguda ou crônica graves. Neste sábado, 09 de março, é comemorado o Dia Mundial do Rim e atualmente, 600 pacientes realizam tratamento em três clínicas conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) em São Gonçalo.

"Com o método de substituição dos rins, a filtragem na máquina de hemodiálise elimina toxinas e substâncias em excesso, além de líquidos acumulados no paciente. Hoje não temos fila de espera para a especialidade. Todos os pacientes do município estão sendo atendidos", conta o secretário de Saúde, Jefferson Antunes.

Entre os 178 pacientes que realizam o tratamento na Clínica Renal Pura, no Mutondo, está o funcionário público Altair Ornela Coutinho, 54 anos. Cadastrado na fila para o transplante de rim há três anos, ele frequenta a unidade às segundas, quartas e sextas-feiras. "Eu tenho insuficiência renal crônica há 13 anos, sabia que uma hora teria que fazer o tratamento, não tem para onde correr. É ele quem mantém minha vida, mas tento viver normalmente sem me preocupar com a doença. Apesar de ser minha chance de continuar vivendo, quando não estou na máquina, esqueço que a doença existe. No meu caso é hereditário, meu irmão mais velho também realiza a hemodiálise, além de mais cinco parentes por parte de mãe", explica o paciente que teve que se aposentar por conta do tratamento, que pra muitos pacientes tem efeitos colaterais, como dor de cabeça, cãibras, calafrios, queda da pressão arterial e desmaios.

Segundo a nefrologista Danielle Bazhuni, para que a função principal dos rins seja mantida, os pacientes dedicam quatro horas por dia ao tratamento durante três dias na semana, onde é realizada a filtração do sangue. "É um procedimento realizado por um rim artificial que faz o trabalho que o rim doente não pode mais fazer. Muitos acham esse tempo demorado mas temos que pensar que a hemodiálise substitui um rim que funcionava 24 horas por dia". Entre os vários fatores que levam o paciente a ter que fazer o tratamento, ela destaca a diabetes e hipertensão. "A maioria dos pacientes que desenvolvem a doença renal são portadores dessas outras duas patologias tão comuns e graves. É importante frisar a necessidade do diagnóstico precoce, que pode ser feito com clínicos gerais ou cardiologistas, através da dosagem da creatinina. Isso pode evitar que vários pacientes entrem em hemodiálise, pois há possibilidade de tratamento conservador", explica.

O cantor e compositor Amarildo da Fonseca, o Dunga, é um dos pacientes com hipertensão arterial, uma das principais causas de insuficiência renal. Morador do bairro Itaúna, ele descobriu a doença aos 57 anos e logo começou o tratamento, que não o impede de seguir a vida normalmente. "Não posso viver uma vida de exageros, mas com consciência continuo seguindo normalmente. Já viajei durante o tratamento, dirijo, faço shows. Eu levava uma vida desregrada e hoje me seguro. É a topada que ajuda a caminhada, minha mãe sempre falou isso. Sou cantor e neste último mês fiz hemodiálise e no mesmo dia segui para Vila Izabel, onde realizo shows às quartas-feiras. Não foi sempre assim, no início eu desmaiava bastante e com a atenção e orientação da equipe, fui melhorando e hoje não sinto nada. Inclusive, durante o carnaval, fiz um show de samba para os pacientes", conta o músico que está lançando um cd com participação do Zeca Pagodinho e Monarco.

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