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Família Acolhedora ganha novos voluntários


Durante três meses as famílias são acompanhadas e capacitadas para o acolhimento às crianças em condição de vulnerabilidade


Os voluntários assinam ficha de pré-cadastro para capacitação/Foto: Divulgação

Acolher e mudar vidas foram as motivações que levaram cinco famílias de distintos bairros de São Gonçalo a iniciarem a capacitação para ingresso no serviço Família Acolhedora nesta quinta-feira (13). Junto a psicólogas e assistentes sociais, a roda de conversa é o ponto de partida para quem deseja conhecer a realidade do programa de política pública protetiva para crianças de 0 a 6 anos em situação de vulnerabilidade, que tem como proposta oferecer um lar temporário cheio de amor e afeto.

Muitas são as circunstâncias que levam crianças a serem afastadas de suas próprias famílias de origem: violências, abandono, exploração. No município, em 2018, cerca de 80% das crianças em situação de acolhimento foram distanciadas de suas famílias de origem devido a abusos sexuais e demais violências físicas.


Por isso, durante cerca de três meses essas famílias são acompanhadas e capacitadas para o acolhimento, para que o objetivo do programa seja alcançado. A proposta é acolher e tornar novamente possível a convivência familiar e comunitária para as crianças. Diferente do abrigamento institucional, elas convivem com a família todo tempo, garantindo uma infância com afeto e cuidado, como toda criança merece.

O acompanhamento junto às famílias acolhedoras é feito por meio de reuniões mensais, que ocorrem toda última terça-feira do mês, onde elas relatam e trocam experiências do acolhimento. Para a coordenadora do serviço, Dinamarcia Monteiro, a importância desse vínculo, ainda que temporário, faz com que a criança não perca referências familiares. Segundo ela, por mais que a acolhida seja temporária, a humanização do período longe da família biológica auxilia de forma positiva

- Cada família é responsável por estimular o desenvolvimento dessas crianças. Elas recebem todo o apoio da Prefeitura, inclusive de alimentação, além do acompanhamento feito pela equipe técnica. Mesmo ficando com a criança por um período definido por um juiz, isso ajuda muito para que essa criança tenha um desenvolvimento saudável e cercado de afeto - explica.


Para ser um acolhedor é preciso ter 18 anos ou mais, morar em São Gonçalo, não estar respondendo a processos na justiça e não ter a perspectiva de adoção da criança acolhida, visto a identidade de rotatividade e temporalidade do serviço. Os interessados devem encaminhar um e-mail para paf.fias@gmail.com, com os seguintes dados: nome, endereço, telefone e idade. Para maiores informações basta ligar para o número 3719-2473 ou ainda comparecer à sede do serviço, localizada na SMDS, na Rua Doutor Porciúncula, 395, Venda da Cruz (antigo 3º BI).

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