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LGBTI: UFF capacita servidores de SG para enfrentamento a violências


O tema do curso ministrado na sede do Ministério Público nesta quarta (19) foi "Interseccionalidade, rede e movimento LGBTI"


"Nós dos movimentos sociais esperamos que mais do que um curso, essa atividade gere multiplicadores para uma sociedade que acolha com dignidade a população LGBTI", disse Filipe Carvalho, presidente do grupo Diversidade de Niterói, que ministrou nesta quarta-feira (19) a terceira aula do IV Curso de Extensão Interseccionalidade: Redes e As Práticas de Enfrentamento à Violência. Realizado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulher, Idoso e Pessoa com deficiência (Semimd), em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), conta com mais de 100 inscritos e recebe alunos de diversas cidades. As aulas acontecem no auditório do Ministério Público de São Gonçalo, em Santa Catarina.

A atividade tem como público alvo profissionais da Semimd, assistência social, saúde, educação, segurança pública, e todas as instituições que compõem as redes de proteção e conselhos. O tema de hoje foi "Interseccionalidade, rede e movimento LGBTI".


- É fundamental o diálogo com a rede que atua atendendo e assistindo essa população na ponta, no dia a dia. Grande parte das universidades não pautam gênero como matéria obrigatória, então essa iniciativa de transformar essa e outras questões em um curso é importante porque estamos melhorando a qualidade do serviço e reafirmando a visibilidade do usuário - disse Ana Beatriz Quiroga, mestranda em Política Social da Universidade Federal Fluminense (UFF) que também ministrou a atividade.

Para Nivia Valença, coordenadora do programa UFF Mulher, responsável junto à Prefeitura pela implementação do curso, quando a universidade se dispõe a servir a sociedade para além dos muros do campus, ela exerce a sua verdadeira função social.

- Estamos muito felizes com essa parceria junto à prefeitura que nos possibilitou realizar o quarto curso de extensão. Nossa intenção não é apenas ficar na universidade e esperar que as pessoas cheguem até ela, nós precisamos levar as discussões até as pessoas. Cada tema do curso é pensado em conjunto, e quando a universidade faz isso ela está de fato cumprindo o seu papel social - afirmou.

A proposta do curso em dialogar sobre Interseccionalidade é fazer com que os profissionais reflitam sobre a relação não hierarquizada entre as categorias de gênero, classe, raça-etnia, sexualidade, geração, necessidades especiais, dentre outras.

- Tem sido muito importante para mim estar aqui fazendo essa troca com tantos profissionais de áreas diferentes. Refletir sobre a desconstrução de pré-conceitos muda toda a nossa percepção de mundo e isso reflete no nosso dia a dia. Muito do que aprendi aqui vou aplicar sem dúvida na minha profissão - ressaltou Ana Helena Augusto de Souza, 41, psicóloga e moradora de São Gonçalo. Além de pessoas da cidade, o curso atraiu moradores de Niterói, Maricá, Rio Bonito, Itaboraí, dentre outras cidades próximas.


- É muito bom ver técnicos de vários municípios reunidos conosco em busca de conhecimentos e trocas de informações e experiências. O trabalho em rede é importante e fundamental para que não haja a violação de direitos - afirmou Marta Maria Figueiredo, secretária da Semimd.

As próximas aulas acontecem nos dias 26 de junho e 3 de julho , discutindo a Interseccionalidade e a rede de cuidados e garantia de direitos com ênfase em idosos e pessoas com deficiência.

#CIDADE #SÃOGONÇALO #VIOLÊNCIA #LGBTI

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