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Cordelistas locais e as suas contribuições para a Literatura


Por Rejane Rosa e Maria Isaura Pinto*

Quando encontramos poetas locais que escrevem e divulgam a literatura de cordel em nosso Estado, nós nos sentimos representados naquela que é uma das mais importantes manifestações culturais do nosso país. Zé Salvador e João Batista Melo são exemplos de poetas que enaltecem, respectivamente, as cidades de São Gonçalo e Niterói.


João Batista Melo/Foto: Divulgação

Quem deseja ter um contato direto com a arte produzida por esses cordelistas poderá fazê-lo visitando a Feira do Campo de São Bento, no final de semana. Lá encontrarão os poetas expondo e vendendo seus folhetos. Quando lemos o folheto “Grande prêmio de Neves, o automobilismo em São Gonçalo”, escrito por Zé Salvador, temos a oportunidade de conhecer um pouco mais daquele que foi um dos maiores eventos da cidade, a segunda corrida automobilística realizada no Brasil (set/1909).


Já João Batista Melo, quando escreve o folheto A história de Niterói em cordel, também nos mostra o percurso desse município onde a qualidade de vida permanece entre as mais elevadas do país.

Foi com grande satisfação que a Cordelteca Gonçalo Ferreira da Silva, localizada na Faculdade de Professores da UERJ, no Paraíso, recebeu a doação de parte da obra desses dois destacados cordelistas.

A cordelteca abriga um acervo de mais de 2000 cordéis, e, agora, após a oferta dos poetas, está ainda mais enriquecida.


Zé Salvador/Foto: Divulgação

Aberta à visitação, de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h, a Cordelteca realizará em setembro próximo, o evento Folheto Aberto: o cordel em cena, cujo objetivo é desenvolver ações diversas de incentivo à apreciação da literatura de cordel, como por exemplo oficinas, exposições, declamações, entrevistas com poetas, além de abrir espaço à divulgação de estudos e de práticas pedagógicas e artísticas, que possam oferecer diferentes enfoques da cultura popular.

Esperamos contar, nessa ocasião, com a participação desses ilustres poetas para que possamos conhecer ainda mais seus folhetos que, de uma maneira descontraída, acabam por ensinar, divertir e encantar seus leitores.

*Colaboradoras do Jornal Daki.


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