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“Acabou, porra”: Bolsonaro segue dobrando aposta autoritária contra STF

Presidente ameaça Supremo após ação contra milícia virtual que propaga fake news


De Fórum

Bozo protege as hemorroidas/Reprodução CNN

Sem transmissão ao vivo em suas redes sociais, como faz habitualmente, Jair Bolsonaro mostrou extrema irritação com a ação autorizada por Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que colocou a Polícia Federal (PF) nas ruas para cumprir 29 mandados de busca e apreensão no inquérito que investiga a “milícia digital” que propaga fake news e ameaça aqueles que o presidente considera “inimigos”.


Além de Moraes, Bolsonaro criticou duramente o ministro Celso de Mello por ter liberado “uma reunião secreta” do governo, referindo-se ao vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril.


“As coisas têm limite. Ontem foi o último dia e peço a Deus que ilumine as poucas pessoas que ousam se julgar mais poderosas que outros que se coloquem no seu devido lugar, que respeitamos. E dizer mais: não podemos falar em democracia sem judiciário independente, legislativo independente para que possam tomar decisões. Não monocraticamente, mas de modo que seja ouvido o colegiado. Acabou, porra”, disse na porta do Palácio da Alvorada, diante de apoiadores. A transmissão foi feita pela CNN Brasil.


Após escalar o ministro da Justiça, André Mendonça, para tentar barrar o depoimento de deputados bolsonaristas no STF a respeito do inquérito, o presidente disse que não vai mais “permitir que uma pessoa tome decisões no nome de todos”.


“Me desculpem o desabafo, mas não dá para assistir atitudes individuais de certas pessoas, tomando de forma quase pessoal certas ações. Somos um país livre, e vamos continuar mesmo com sacrifício da vida. Peço a todos meus colegas que vamos buscar entendimento. Não vamos permitir que uma pessoa tome decisões no nome de todos”, afirmou.


Bolsonaro afirmou que ontem foi “mais um dia triste na nossa história” e disse que “a liberdade de expressão é sagrada entre vocês e mídia alternativa”.


“Mais um dia triste na nossa história. O povo tenha certeza, foi o último dia triste. Queremos paz, harmonia, independência e respeito e democracia acima de tudo. A liberdade de expressão é sagrada entre vocês e mídia alternativa. Os dois lados vão conviver”.


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