Adeus Ano Velho!!! Por Paulinho Freitas

SÃO GONÇALO DE AFETOS

Por novas composições que vêm/Foto: Paulinho Freitas
Por novas composições que vêm/Foto: Paulinho Freitas

Dois mil e vinte é um ano, ao contrário do que a maioria das pessoas diz, é um ano pra ser lembrado. Todos os dias, pelo resto de nossos dias. Dois mil e vinte nos fez ver que os homens, por mais poderosos que sejam não conseguem vencer a morte e nem comprar a vida. Nos fez ver que ninguém além de Deus pode curar alguém de alguma enfermidade. Que você precisa de todo mundo. Do seu vizinho fofoqueiro, daquela irmã que você não via e nem falava há mais de 10 anos. Dos amigos que você falou mal a vida toda, mas que te socorrem na primeira necessidade. De como é bom responder aquele bom dia pelo watzap daquela amiga chata que faz isso todos os dias, mas agora é que você sentiu a importância que isso tem. Que você precisa conhecer sua história e sua árvore genealógica, se conhecer e saber conviver com o mau elemento que você é. Dois mil e vinte pôs o amor à prova, a amizade à prova, a paciência das pessoas que te rodeiam à prova.


No meu caso foi isso tudo e muito mais coisas terríveis que descobri sobre mim. Mas gostaria de falar, além do que já disse acima, de coisas que ficarão marcadas em mim pro resto da vida. Em dois mil e vinte compus em parceria ou sozinho algumas músicas que vão ficar pra sempre na minha memória como aquelas músicas famosa que a gente ouve no rádio. Uma de minhas poesias foi selecionada numa coletânea e publicada. Meu livro, um dos maiores sonhos de minha vida se tornou realidade, não sei se será sucesso, mas se quem ler sentir um pouco da mistura de emoções que tive ao escrever ele terá alcançado seu objetivo. Eu o escrevi na intenção de emocionar e inspirar, tornar-se exemplo para que alguém também saiba que pode fazer e será uma alegria imensa se isso acontecer como aconteceu comigo.


No meu livro passeia personagens que saíram do meu passado distante para me visitar e contar suas histórias, personagens que saíram de dentro de mim para que eu contasse as suas. Dois mil e vinte foi um ano de clausura, mas que descobri a maravilha que é estar com alguém há tanto tempo e continuar apaixonado como nos velhos tempos, de como tudo que tá ruim pode piorar e também que o tempo pode trazer soluções de onde menos se esperava. Do meu livro acenam para vocês desejando um feliz dois mil e vinte e um os amigos Helvécio Sabiá, Osmar e sua inseparável Iracy, Dedé, Zé Levino, Zé do Ouro e tantos outros que transbordam as folhas do livro querendo contar pra vocês suas aventuras.


O livro começou a virar realidade numa indicação que Eric Costa fez para Oswaldo Mendes que me fizesse uma entrevista para o Jornal Daki. Na entrevista comentei sobre meus escritos e Oswaldo Mendes passou a informação ao dono do jornal que como bom jornalista quis saber do que se tratava. Daí ele recebeu o material e algum tempo depois me mandou uma mensagem seca, em apenas duas palavras, as duas palavras que me fazem lacrimejar toda vez que me lembro do dia que as li: “Vamos Editar”.


Dois mil e vinte foi um ano difícil, muito difícil, mas também um ano de muito aprendizado sobre a vida e sobre as pessoas. Obrigado a todos vocês que me deram de presente a honra da leitura de meus escritos e compartilharam essas emoções comigo. Ano que vem a vacina chega e com ela novos projetos pintarão com certeza e quero estar vendo e fazendo acontecer alguns deles junto com vocês.


FELIZ ANO NOVO!!!!!!!!!

Paulinho Freitas é compositor e sambista.



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