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Apontada como modelo por Bolsonaro, Suécia suspendeu uso da cloroquina

Hospitais do país escandinavo interromperam uso do medicamento em abril

Lobista da cloroquina, Bolsonaro vende a droga até em live

O índice de mortos pelo total de habitantes na Suécia é quase sete vezes maior que o do Brasil. O país registra, no total, 29.207 casos confirmados e 3.646 óbitos. Dado o tamanho da população, a Suécia sustenta uma taxa de 346,5 mortos por 1 milhão de habitantes. O Brasil, 63,2 por milhão, levando em consideração 202.918 casos confirmados e 13.944 mortes no país até 14 de maio.


Mesmo assim, Bolsonaro cita o país como “exemplo” por não ter adotado medidas duras de isolamento social. “Se depender de mim, quase nada teria sido fechado, a exemplo da Suécia”, afirmou o presidente em coletiva de imprensa nesta quinta (14).


Em abril, hospitais da Suécia também interromperam o uso da cloroquina em pacientes infectados com o coronavírus, após serem relatados graves efeitos colaterais.


“Tomamos a decisão de interromper o uso da cloriquina diante de uma série de casos suspeitos de efeitos colaterais severos, sobre os quais tivemos notícia tanto aqui na Suécia como através de colegas de hospitais em outros países”, declarou à RFI o médico sueco Magnus Gisslén, chefe do Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário Sahlgrenska, o maior da Suécia.


Bolsonaro não acerta uma. Faz propaganda da cloroquina, mas o país apontado por ele como exemplo a ser seguido suspendeu o uso do medicamento há um mês.


Com DCM.


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