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Audiência na Câmara de SG debate ações na Cultura e baixo orçamento da pasta

Entre os assuntos debatidos, o baixo orçamento da pasta

O vereador Jalmir Junior (PRTB), à esquerda, conduziu a audiência/Foto: Divulgação

A Câmara realizou na tarde desta quinta-feira (28), Audiência Pública sobre o "Mês da Cultura". Durante a sessão os participantes discutiram o cumprimento do Plano Municipal de Cultura, a preservação do patrimônio histórico do município, números da cultura na cidade e a abertura do teatro, construído e fechado há 3 anos.


O vereador Jalmir Júnior, que conduziu a audiência e preside a Comissão de Cultura da Câmara, chamou a atenção para o baixo orçamento da pasta:

- Votamos a Lei de Diretrizes Orçamentárias e está previsto para a pasta da cultura só R$ 1,2 milhão, isso incluindo pagamento de pessoal. É preciso rever questões, porque é um valor muito baixo para o tamanho da nossa cidade - disse o vereador, que também faz parte do Conselho Municipal de Cultura (CMC), empossado no dia 22/11 em cerimônia no Teatro Carequinha, em Neves.


Jalmir revelou, ainda, que já existe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), para a abertura do teatro e  Ação Civil Pública que obriga o poder público da dar destinação apropriada as fazendas Colubandê e Engenho Novo como patrimônio histórico do município.



- A Fazenda Colubandê é um patrimônio histórico e a sua preservação é de responsabilidade do estado. Ao longo dos últimos sete anos, o Coletivo Fazenda Colubandê: quem ama, cuida, busca uma solução para o abandono do local. A Fazenda é tombada, por isso, nos reunimos com membros dos Instituto para saber o que é possível fazer. Assim como já nos reunimos com o Secretário de Estado de Turismo, que tem interesse na ocupação e incluí-la no roteiro turístico. Temos que marcar uma agenda com o governador para decidir quem vai assumir a gestão - disse Leila Araújo, professora da Uerj e uma das coordenadoras do Coletivo, presente à audiência.


Um dos organizadores do recém-realizado Festival Literário de São Gonçalo (FLISGO), Alberto Rodrigues, falou da importância de saber quem faz cultura na cidade:

- São Gonçalo é uma usina cultural. Precisamos nos questionar o que é cultura e quem a faz, antes de qualquer ação. Somos referência em dança, música e teatro. A cultura é também uma forma de troca de informação. Em nosso festival literário, batemos a meta de venda de 4 mil livros por dia e 92 mil pessoas circulando - propôs Rodrigues.


Estavam ainda presentes à audiência o secretário de Desenvolvimento Econômico e conselheiro do CMC, Evanildo Barreto, os vereadores Cláudio Rocha e Salvador Soares, o maestro da Orquestra Sinfônica Municipal, Paulo Guarany, membros do Coletivo Fazenda Colubandê e sociedade civil organizada.


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