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Bolsonarismo, Novo e PSL podem ser dizimados nas capitais, indicam pesquisas

Os dois partidos, somados, lançaram 25 candidatos nas capitais, mas somente em uma têm chance de chegar ao segundo turno


De Brasil de Fato

“Essa tentativa do eleitor de colocar voto no extremado ou no apolítico, deu errado. Esse eleitor que votou no Novo, no PSL e no Bolsonaro, está frustrado", afirma Rudá Ricci - Foto: Reprodução / Facebook

Em 2018, três atores políticos saíram fortalecidos das urnas: o presidente eleito Jair Bolsonaro (sem partido), além dos partidos PSL e Novo. Dois anos depois, as eleições municipais podem revelar a insatisfação popular com o modelo de política proposto por eles.


O Brasil de Fato analisou a última pesquisa de intenção de votos para as prefeituras das 26 capitais do país. Das seis candidaturas apoiadas por Bolsonaro, somente o capitão Wagner (Pros), candidato em Fortaleza (CE), deve alcançar o segundo turno. Wagner, no entanto, esconde o presidente em suas propagandas e redes sociais.


Entre os que naufragaram, estão Celso Russomanno (Republicanos) e Marcelo Crivella (Republicanos), que disputam o pleito eleitoral em São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), e que chegaram a liderar as pesquisas antes do apoio de Bolsonaro.


O PSL, partido alavancado pelo presidente e que ainda mantém em seus quadros importantes figuras da extrema-direita, lançou 14 candidatos para disputarem as prefeituras das capitais. Porém, somente Fernando Francischini, em Curitiba (PR), tem chances de ir ao segundo turno.


De acordo com o Instituto Opinião, que divulgou a pesquisa mais recente da disputa na capital paranaense, Francischini, que aparece em segundo com 6%, terá que operar um milagre para impedir a vitória em primeiro turno do atual prefeito, Rafael Greca (DEM).


Já o Novo, que em 2018 celebrou a eleição de oito deputados federais e de seu primeiro governador, Romeu Zema, em Minas Gerais, deve ficar de fora do segundo turno. A legenda lançou 11 candidatos à prefeitura nas capitais e não possui chances em nenhuma.


Voto em apolítico deu errado

Para Rudá Ricci, doutor em Ciências Políticas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a população “está decepcionada”. “O eleitor nesse ano resolveu cravar um voto moderado. Isso significa que ele fugiu dos extremos, inclusive da ideia de candidato empresário ou antissistêmicos. O povo está votando em políticos de carreira. Olha o Novo, tem sempre candidatos abaixo de 2% nas capitais. Os candidatos bolsonaristas não aparecem ou aparecem em queda”, avalia.


Porém, o cientista político pede “paciência” nas análises sobre os resultados da eleição em 2020. De acordo com Ricci, só há uma certeza: “os extremos e os que pregavam a negação da política perderam a confiança do eleitorado brasileiro”.


“Essa tentativa do eleitor de colocar voto no extremado ou no apolítico, deu errado. Esse eleitor que votou no Novo, no PSL e no Bolsonaro, está frustrado e abandonou radicalmente essa posição. O eleitor brasileiro está perdido e seu voto está aberto. Isso não quer dizer que ele é de esquerda ou de centro, mas ele está buscando”, encerra Ricci.


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