Casa da cantora Maysa, em Maricá, virará museu

Diretor Jayme Monjardim participou da cerimônia

Jayme Monjardim acompanhou a cerimônia/Foto: Vinícius Manhães /Divulgação
Jayme Monjardim acompanhou a cerimônia/Foto: Vinícius Manhães /Divulgação

O prefeito de Maricá, Fabiano Horta, assinou nesta terça (13) o termo de aquisição definitiva da residência que pertenceu à cantora, compositora e atriz Maysa Matarazzo, na Praia de Cordeirinho. O seu filho e diretor de TV e Cinema, Jayme Monjardim, acompanhou a cerimônia tomada por muita emoção.


O imóvel, que irá se transformar num musei, vai integrar o projeto “Orla do Samba e das Utopias”, iniciativa da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), que deve reunir outras duas casas-museus (Casa Beth Carvalho e Casa Darcy Ribeiro).



Hoje é um dia especial para todos nós, é um dia de marco, de um sonho que se faz realidade. O Jayme Monjardim entendeu que essa casa tem um lugar de pertencimento para além da sua família e quando possuído pelo despossuimento da materialidade se permitiu tirar de si, tirar da sua família e entregou esse lugar cheio de significados existenciais da Maysa para a cidade, para o Brasil. Só tenho a agradecer em nome da cidade de Maricá por esse ato de liberdade”, afirmou Fabiano Horta.


Visivelmente emocionado, o diretor Jayme Monjardim falou da relação de sua mãe com Maricá.



Agora essa é a casa do Brasil, é a casa de Maricá. Foi aqui que a minha mãe viveu os momentos mais felizes. Aqui em volta não tinha nada, foi um investimento emocional que ela fez aqui, ela jogou na construção dessa casa tudo o que ela tinha de melhor. Tudo que ela conseguiu recolher em vida está aqui”, afirmou o diretor.


No dia que ela sofreu o acidente e faleceu, eu cheguei aqui e encontrei a casa intacta e logo em seguida, vim morar aqui”, contou. “Sei muito bem o que minha mãe passou. Tenho certeza de que essa casa vai ficar como uma casa de amor, amor às pessoas, amor à vida. Vamos ter que entender como é a solidão, pois para muita gente a solidão não é fácil, mas minha mãe, com trinta e poucos anos, encontrou aqui paz dentro da solidão”, continuou Jayme.

Jayme disse ainda que está à disposição para colaborar com a construção do Museu Casa Maysa.


Os textos dela ficarão disponíveis aqui. São mais de 20 mil textos, fotos, objetos pessoais, músicas e outros materiais que estarão à disposição e que de alguma maneira, de forma tecnológica, será de fácil acesso, será digital e interativo. Por tudo isso eu estou muito feliz por entregar a Maysa para todos”, finalizou Jayme.

De acordo Olavo Noleto, presidente da Codemar, o próximo passo é montar o projeto dos museus e após concluído dar início a sua execução.


Queremos colocar Maricá no roteiro turístico cultural do Brasil. Somos um município que se propõe a ser uma cidade das artes e, para isso, é muito importante esse trabalho de resgate ao patrimônio histórico e cultural que valoriza os seus heróis, heróis como a Maysa, Beth Carvalho e Darcy Ribeiro. Assim que tivermos um calendário de execução e inauguração dos museus e do projeto “Orla do Samba e das Utopias”, divulgaremos”, afirmou.

Durante a solenidade também estiveram presentes o vice-prefeito, Diego Zeidan; o secretário de Turismo, Robson Dutra; o secretário de Cultura, Sady Bianchin; e demais autoridades municipais e artistas da cidade.



Memória

Um grave acidente de carro registrado na ponte Rio-Ñiterói, em 22 de Janeiro de 1977, tirava a vida da cantora, compositora e atriz Maysa, quando ela ia em direção a Maricá, aonde passaria o fim de semana em sua casa de praia.


As causas do acidente até hoje não foram devidamente esclarecidas, mas familiares disseram à época que ela não dormia fazia dias, por conta de remédios para emagrecer, misturados a álcool, e isso teria causado o choque fatal com a mureta central da ponte.



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