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Covid mata senador Arolde de Oliveira, que era contra o isolamento social

Um dos mais antigos políticos da bancada evangélica e aliado de Bolsonaro, Arolde de Oliveira chamava a Covid de "vírus chinês" e classificava isolamento como "alarmismo"


De Fórum

Arolde de Olviera com Flávio e Carlos Bolsonaro e pastor Everaldo na filiação ao PSC (Arquivo/Flickr)

O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) faleceu na noite desta quarta-feira (21) no Rio de Janeiro. Aos 83 anos, o parlamentar estava internado desde o início de outubro em uma Unidade de Terapia Intensiva. A notícia sobre a morte do senador foi dada por sua família através das redes sociais.


“Comunicamos que nesta noite (dia 21 de outubro) o Senhor Jesus recolheu para si nosso amado irmão, Senador Arolde de Oliveira. Falecido vítima de Covid e como consequência a falência dos órgãos. A família agradece o carinho e orações. Mais informações à posteriori”, diz uma postagem no perfil oficial de Arolde no Twitter.


Arolde foi internado com Covid-19 em 4 de outubro. Ele chegou a se curar do vírus, mas permaneceu internado – até vir a falecer – por conta de complicações respiratórias derivadas da doença.


Um dos mais antigos políticos da bancada evangélica, o senador era aliado de Jair Bolsonaro e dono do grupo de mídia evangélica MK, que tem como clientes a deputada Flordelis (PSD-RJ) e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). O grupo tem entre seus veículos o Pleno News, portal evangélico de notícias sensacionalistas e de apoio ao governo.


Ao longo da pandemia, Arolde manteve discurso alinhado ao de Jair Bolsonaro e se colocava contra o isolamento social. “Os números do vírus chinês no mundo e no Brasil demonstram a inutilidade do isolamento social. Autoridades, alarmistas por conveniência, destruíram o setor produtivo e criaram milhões de desempregos. O Presidente @jairbolsonaro ,isolado pelo STF, estava certo desde o início”, escreveu o senador em 19 de abril.


Ao longo do meses a visão negacionista se manteve. “Efeito covidão? Total de óbitos de abril a julho em 2019, 437.433, e em 2020, 491.336, aumento de 53.903. Como se os inimigos do Brasil comemoraram 100.000 mortes só pelo vírus chinês? Acho que muita gente vai responder por crime de corrupção e até de homicídio. Aguardemos…”, escreveu o parlamentar em agosto.



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