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Didi Tinoco: Viradouro desde a nascença, por Oswaldo Mendes


Leocídio Barbosa Tinoco/Foto: Arquivo pessoal

Quando se fala da família Tinoco, no mundo do samba, lembra-se ou correlaciona-se logo ao Viradouro. Um sub-bairro da cidade de Niterói com uma escola de samba.


Leocídio Barbosa Tinoco, nascido em 12 de março 1953, exatamente no sub-bairro Viradouro - Garganta, localidade onde se criou e reside até os nossos dias. A mãe gostava de ver samba, mas aprendeu a gostar dessa atividade cultural e hoje diversos membros da família se encontram a representar a família Tinoco.


Didi veio primeiro para a agremiação carnavalesca, depois, o nosso querido Harmonia Laerte, em seguida Luiz Cláudio e diversos outros familiares e amigos.


Popularmente se diz que o nome Viradouro adveio do local onde o bonde fazia a volta, mas há outras hipóteses levantadas, inclusive pelo amigo Erick Bernardes, que poderá aguçar a discussão e novos olhares para a temática, para o qual apresentamos o link para quem queira ou tenha interesse sobre a temática. https://url.gratis/zlrqk

Leocídio é conhecido carinhosamente por todos como Didi, pessoa carismática que teve a indicação por diversas outras pessoas para que sua história, sua família, fosse aqui apresentada. “É uma figura ímpar, do samba, que vive em função da Viradouro”, cita o Compositor Mocotó sobre nosso entrevistado. A mesma concepção tem o nosso ex-intérprete da Viradouro Torino, por exemplo.


Seu amor à Viradouro já foi identificado há muito tempo, inclusive em matéria veiculada na Rede Globo de Televisão que ora apresentamos a seguir. https://url.gratis/EiK6S


Trabalhou por diversos anos como Secretário do GRES Viradouro, à época do saudoso presidente de Honra Monassa e, com esse conhecimento agregado, explica detalhadamente datas e fatos históricos que aconteceram na agremiação desde sua fundação, cores e motivação para elas, mudança das cores por Albano e motivo. O motivo da mudança da quadra da Viradouro e os locais por onde passou até chegar ao Barreto.


Informa que o local atual da quadra da Viradouro foi adquirido pelo falecido Albano. A primeira obra foi realizada pelo também saudoso Monassa. Cita que à época da criação da estrada Niterói-Manilha a agremiação teve a possibilidade de perder grande parte da sua área, mas por ação do saudoso deputado federal Flávio Palmier da Veiga, juntamente com a Comunidade e o patrono, conseguiram reverter esta possibilidade.


Para quem conheceu a localidade antes da passagem da estrada, ali era banhada pelo mar, localidade denominada Praia do Barreto, que atraía centenas de pessoas para o banho e lazer. Efetivamente na localidade onde se encontra a escola de samba, era um Clube Náutico que, sem acesso ao mar, perdeu seu objeto e função.


Palico, Chico Leitoa, China Pau, Paulo Dedo Duro e Telinho são citados por Didi também como fundadores do GRES Viradouro juntamente com, o também saudoso, Nelson Jangada, pois como secretário tinha o Livro de Ata da Fundação em suas mãos. Esse livro desapareceu há anos.


Para o último tópico ele lembrou sobre a peregrinação da Viradouro por diversos clubes e locais, como Fluminense de Niterói, na Rua Jansen de Mello, Cinco de Julho, Regatas Icaraí, Vila Ipiranga e outros.


Outro detalhe importante que explica é sobre as taças que a agremiação ganhou nos seus anos de vida: “Naquela época eram entregues taças e não troféus, como atualmente, e muitas delas eram feitas com material altamente corrosivo, em função da tecnologia da época. Fato agravado por estarmos perto do mar e, assim alta corrosão. Em setenta anos, a corrosão muito destruiu fisicamente, muito enferrujou”. Explica o Didi


Apresenta a foto de sua filha, Ana Beatriz, que iniciou aos sete anos na Ala das Crianças e aos treze anos foi alçada à Bateria da Viradouro, isto com Ciça. Neste ano ela estava no timbau e se apresentou neste último carnaval da Viradouro. Acredita que sua filha o representa fisicamente na quadra e nos desfiles, em função de seu problema de saúde. https://url.gratis/HaBGQ


Esse é o amor incondicional dos Tinocos à Viradouro. Vida longa e saúde ao Didi.

Oswaldo Mendes é engenheiro.




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