Dimas Gadelha e Capitão Nelson se enfrentam no 2º turno em São Gonçalo

O atual prefeito José Luiz Nanci teve o pior desempenho de um governante em busca da reeleição em São Gonçalo desde 2000


Por Rodrigo Melo

Nelson e Dimas: quem leva? Divulgação
Nelson e Dimas: quem leva? Divulgação

Os resultados da votação realizada ontem (15) cravaram Dimas (PT) versus Capitão Nelson (Avante) no segundo turno em São Gonçalo.


Nada mais, nada menos que 117.346 gonçalenses escolheram o médico sanitarista no primeiro turno para governar a cidade, 31,16% do total de eleitores, num universo de 466.124 votantes que comparecem às seções eleitorais neste domingo.


Já 85.399 almas apostaram no capitão reformado da PM, ou 22,82% do total dos eleitores.


Os resultados se deram após uma semana tensa entre as candidaturas, que travaram uma verdadeira "guerra" de pesquisas, que ora favoreciam Dimas, ora Nelson. No final das contas, o levantamento que colocou Dimas à frente acabou sendo confirmado e engrossado nas urnas.


O antes favorito Dejorge Patrício (Republicanos), que trazia consigo o recall das eleições de 2016 e 2018, e que liderava todas as pesquisas antes do período eleitoral, derreteu ao longo da campanha e ficou de fora do segundo turno por uma margem muito pequena, apenas 735 votos. O candidato do Republicanos obteve 84.664 votos, ou 22,62% dos eleitores.


Por 0,15% dos votos Dejorge fica fora do turno derradeiro e volta pra fila em 2024.


Ricardo Pericar (PSL), representante raiz do bolsonarismo em São Gonçalo amargou a preferência de apenas 9,23% dos votantes, refletindo o fracasso das candidaturas apoiadas pelo presidente da república em todo o país.


O atual prefeito José Luiz Nanci (Cidadania) não conseguiu reverter sua rejeição junto ao eleitorado, e teve o pior desempenho de um governante em busca da reeleição em São Gonçalo, desde que esse instituto foi implementado nos municípios a partir das eleições do ano 2.000.


Nanci ficou em quinto lugar, com 7,24% dos votos, escolhido por 27.100 eleitores. Resultado pífio, que revelou um governo sem legado positivo para a cidade nos últimos quatro anos. Isso de acordo com a percepção da população exarada das urnas.


A candidatura do ex-deputado Roberto Sales (PSD), que surgiu ancorada por parlamentares de peso, e que também se vinculou às pautas da direita reacionária, se esfacelou no meio do caminho contaminada pelos escândalos envolvendo a correligionária Flordelis e com a morte do senador negacionista da pandemia, Arolde de Oliveira, por covid-19 em outubro.


O resultado do pleito para o ex-deputado não ultrapassou 2,5% do eleitorado, ou 9.359 votos.


O até então ilustre desconhecido Isaac Ricalde (PCdoB) liderou um projeto político ousado e inédito no campo da esquerda gonçalense, que tem também no consórcio o PSOL.


A candidatura de Ricalde à Prefeitura teve resultados modestos, apenas 2,34%, ou 8.775 dos votos totais. Porém a campanha majoritária ajudou a eleger duas candidaturas à Câmara: Romario Regis (PCdoB) e Prof. Josemar (PSOL), que devem encarnar o projeto de disputa política a partir de pautas progressistas no Parlamento, algo que não acontece há pelo menos sete décadas na Casa Legislativa municipal.


Rodrigo Piraciaba (PSB) e Dayse Oliveira (PSTU) orbitaram em torno de 1% do eleitorado cada, obtendo 3.905 e 3.129 votos respectivamente.


Votos nulos e brancos somaram 19,72%. A abstenção no primeiro turno foi de 29,78%. Em 2016, essa taxa atingiu 21,69% dos eleitores.


Os eleitores retornarão às urnas no dia 29 de novembro para escolherem o próximo prefeito que governará a cidade nos próximos quatro anos a partir de 1 de janeiro.


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