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Duda SG: Suor pela arte em defesa das cores, por Oswaldo Mendes


Duda/Acervo pessoal

Eduardo Wilson Santos Ribeiro, quis muito e se diz honrado em carregar, em seu nome artístico, as letras iniciais da cidade que tanto ama, embora seja uma cidade que tanto maltrate a cultura. Pelo suor e cordas afinadas, ele busca, incessantemente, defender o multicor, o diferenciado, as notas mais altas, o acorde mais singelo.


Nascido em dezesseis de março de 1975, morador de São Gonçalo, bairro da Brasilândia. Seu pai, Gaudino Ribeiro, ritmista do Mestre André, no GRES Mocidade Independente de Padre Miguel, desde muito criança o levava para a quadra da agremiação, iam de trem.


Seu Galdino era compadre de Ladeira da Mocidade e Ary Guarda da Portela – compositor graduado naquela co-irmã e padrinho de Duda SG. Duda frequentava, com seu pai, as rodas de samba dos Compositores e de pagode também na Portela. Essa roda de samba acontecia, nos dias de semana, no quintal de Clementina.


Cresceu vendo e ouvindo Picolino, Xatim, Valdir 59 e outros compositores. A Portela também faz palpitar seu coração. Quando muito criança ainda, já começava a escrever versos e tentava musicá-los. Cantava as músicas dos LPs. Ressalta-se que LP significa Long Play – que eram discos de vinil utilizados até início dos anos 2000, onde eram gravadas as músicas, em média uma dúzia.


A distância, os estudos, trabalho e a adolescência o afastaram da Portela. A partir dessa ruptura com escolas mais longínquas, começou a assistir ensaios do GRES Viradouro e da Porto da Pedra, onde diversos parentes faziam parte da agremiação: Nete era passista, Valter era ritmista e mais um monte de gente da família.

Já participando como assistente de ensaios no GRES Porto da Pedra por muitos anos e, quando necessário, até empurrava os carros alegóricos da agremiação da sua cidade. Trabalhou, como artesão, no atelier de Dona Graça, viu sambas nascerem – citando o samba de Oswaldo Barba. Pegou gosto em fazer samba, mas explica que, inicialmente, fazia sambas longos.

Celino Dias, Oswaldo Barba e Junior da 13 - foi com eles que o Duda SG aprendeu a fazer sambas.


Passou a frequentar as reuniões da Ala de Compositores da Porto da Pedra, desde a antiga quadra. Em frente ao Beco do Urubu tinha um palanque e foi por lá que Duda SG fez seus primeiros ensaios como cantor. Saudosos Sirley, Lambel, Serginho de Oliveira, Miguelzinho e Bira faziam lá um evento em frente à entrada do beco com a Rua Abílio José de Mattos. A sopa e o angu eram o prêmio.

Frequentou muito a União da Ilha, madrinha da Porto da Pedra.

Na inauguração da quadra nova da Porto da Pedra relembra alegre que recebeu um convite, o que era muito difícil. A quadra era linda, novidade na cidade, e assim muitos eventos de renome aconteciam na mesma. Disputas de fantasias eram o ápice.

Em torno de 1996 Duda SG entra para a Ala dos Compositores da Porto da Pedra, mas com intuito de se aperfeiçoar. Sabia que tinha muito caminho, que a estrada era longa e que, com sabedoria, poderia ter o melhor.

Com Junior da 13, Zé Maria e assim veio construindo amizades e se aperfeiçoando para vir seu primeiro samba ganho em 2013: “Me diga o que calças que direi quem és”.


Depois repetiu a dose em 2014.


Duda SG volta a vencer a disputa em 2017. Notem que já aparece no vídeo ao lado de Anderson Paz e Palito do Porto.


Voltou a vencer em 2018


Vence mais uma vez em 2019 com Pitanga.


Desde 2012 está no Carro de Som da Porto da Pedra, mas relembra, com orgulho, que é integrante da Ala dos Compositores.


Duda SG tem como grito de guerra o famoso “segue a diretriz”. Suor pela arte em defesa das cores. Alô Comunidade: segue a diretriz.


Jovem, competente, capaz e inteligente, esse é o Eduardo DUDA SG. Compositor, cantor, amante da vida e guerreiro do samba, de São Gonçalo e da cultura. Viva Duda SG!

Oswaldo Mendes é engenheiro.





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