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Em tempos de distanciamento, a arte se comunica e aproxima, por Alberto Rodrigues


As lives da Teresa Cristina se destacam com muita música e história do samba e seus personagens/Reprodução Instagram

Estamos vivendo um momento atípico no contexto contemporâneo da humanidade que não necessita de maiores descrições. Em meio a toda essa tragédia oriunda da pandemia provocada pela COVID-19, a grande e eficaz estratégia para o combate e prevenção, tem sido a informação. 


Quem nunca ouviu dizer que "arte salva?" Havia os que não davam crédito por acreditarem se tratar de apenas mais um jargão. O fato é que nesse momento a arte tem tido um papel importante, ouso dizer fundamental para o enfrentamento desse período caótico que atravessamos. 


 Através dos seus Fazedores, demonstra ser a principal fonte de informação para os indivíduos que estão ao seu raio de alcance, pois o conteúdo produzido por criativos anônimos de diversas linguagens, tem sido a válvula de escape, a reciclagem emocional, a manutenção da saúde mental e instrumento de conscientização em massa, no que diz respeito a troca de informações e entretenimento.


Um exemplo disso, são as chamadas LIVES feitas principalmente na rede social "Instagram" que, segundo o site de notícias r7.com, durante o isolamento social, aumentaram em 50% no Brasil durante todo o mês de março e segue em crescimento e aceitação durante esse período que compreende o mês de abril. Este número nos mostra como as lives se tornaram o maior e mais aceito canal de distribuição de todo esse conteúdo produzido em domicílio, pois tem despertado o senso crítico, a aproximação que outrora era vivida à distância, além de diálogos que vem de encontro a toda uma sociedade, assim como oportunidade da fala individual trazendo o entendimento coletivo e potencializando o aprimoramento na comunicação entre o artista e o público.


Não se trata mais apenas de entretenimento, tornou-se uma forte plataforma de discussões de assuntos e contexto que atravessam o dia a dia de todos.

Os conteúdos produzidos pelos Fazedores de arte e cultura, principalmente os anônimos, ao meu ver, que abordam assuntos de saúde, economia, política social, ações sociais, direitos humanos dentre outros, têm contribuído na construção do cidadão de hoje, estes que viviam nos seus corres sem muito tempo para ouvir, falar e entender.  E esse cidadão, pós Quarentena,  com certeza será mais consciente e mais proativo aos seus direitos e deveres, sob a mentoria da arte que nos envolve e nos salva nesse momento de pandemia.


Colaboraram Karla Appolinário e Joyce Nunes.

Alberto Rodrigues é produtor cultural, idealizador e coordenador do Festival Literário de São Gonçalo (Flisgo) e do Acesso Cultural.



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