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Escolhas, por Helcio Albano


Foto: Agência Uno

O Professor Josemar, já pré-candidato à prefeitura de São Gonçalo em 2020 pelo PSOL, reclamava uma vez comigo que muito pouco se falava ou se fazia de política na e para São Gonçalo. Com a eleição de Bozoliro, o debate e a luta políticas se nacionalizaram.


Pois vou além e digo que a coisa transcende as fronteiras do país e agora se espraia com os movimentos disruptivos em Chile e Bolívia, que obrigam o corpo diplomático do Brasil tomar posição num terreno cheio de cascas de banana. E qualquer escolha que se faça, tende a ser bastante didática à população brasileira.


Vejamos.


A população no Chile viveu durante mais de 30 anos sob a batuta de uma Constiuição criada na ditadura Pinochet, baseada no protagonismo absoluto do mercado em detrimento das demandas sociais.


O povo chileno dá um basta a tudo isso e exige um novo conjunto de leis que persiga o bem-estar social e não o lucro de poucas pessoas. Esse modelo de sociedade execrado agora no Chile é o mesmíssimo querido pelo ministro chicago boy Paulo Guedes que, aliás, não dá um pio.


Na Bolívia, após a renúncia de Evo Morales ‘sugerida’ pelos militares, os opositores disseram a que vieram e trataram de espalhar o terror a partir de Santa Cruz de La Sierra com suas falanges milicianas que não escondiam o caráter racista do movimento de deposição do presidente da etnia aimará.


Nos dois casos, Bolívia e Chile, Bozoliro escolheu lado. Advinha qual?


Plus

O nível da ‘nova política’ praticada hoje no Brasil é um misto de gente doida com sem-noção. A nova são os bastidores da escolha do vice da chapa Bozoliro que recaiu, como sabemos, no general Mourão.


O escolhido para a chapa seria o hoje deputado federal Phillipe Bragança, o que se acha príncipe de um reino imaginário. Só não foi escolhido porque o manda-chuva do PSL à época Gustavo Bebianno tinha um suposto dossiê em que Bragança participava de uma suruba gay.


Bônus

Fábio Motta/Estadão Conteúdo

A juíza que substituiu temporariamente Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, teve a sua sentença, que condenou o ex-presidente Lula no caso do sítio de Atibaia, anulada pelo Tribunal Regional da 4ª Região de Porto Alegre.


Motivo? Ter reproduzido, como seus, argumentos de terceiro, copiando peça processual sem indicação da fonte, o que não é admissível, segundo decisão dos desembargadores do TRF-4.


O famoso 'copia e cola'


A juíza simplesmente copiou e colou a sentença de condenação de Moro no caso do apartamento triplex contra Lula. O plágio foi tão grosseiro, que Hardt esqueceu até de trocar 'apartamento' por 'sítio' na sentença agora anulada.


Ah, Hardt é aquela da frase arrogante contra Lula, usada em camiseta (foto) da Micheque Bozoliro: Se começar nesse tom comigo, a gente vai ter problema".


Hardt tem um problema e deve ser 'punida' com aposentadoria compulsória e salário integral...


#SQN

Helcio Albano é jornalista e editor do Jornal Daki.




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