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No MP, Fórum discute racismo

Encontro foi direcionado a membros de conselhos sociais e profissionais e técnicos da área

O Brasil é o país com o maior número de negros e negras, depois dos que compõem o continente africano, sendo 54% da população negra, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Em São Gonçalo, a maioria da população é negra, sendo as mulheres grande parte desse número. Para conversar e conscientizar sobre as desigualdades raciais manifestadas nas dificuldades de acesso à educação, mercado de trabalho, saúde e qualidade de vida, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para o Idoso, Mulher e Pessoa com Deficiência (Semimd), junto com o Fórum Interconselhos de Direito de São Gonçalo, realizou o curso “Racismo que existe em nós”, que teve nesta quinta-feira (19) a aula de encerramento, no Ministério Público, em Santa Catarina.


Dividida em cinco módulos, a atividade teve carga horária de 20 horas e foi voltada para conselheiros municipais de direito, profissionais da área da assistência, saúde e educação, lideranças da sociedade civil e profissionais do terceiro setor. Durante os encontros semanais, foram abordados os seguintes temas: “Legislação que ampara o enfrentamento ao racismo”, Violências Institucionais”, “Violência contra a mulher negra”, “Violência contra a juventude negra e “Desigualdade Social sob a perspectiva racial”.

Para Marisa Chaves, mestra em serviço social e coordenadora do curso, a atividade proporcionou um momento de autoquestionamento e reflexão em relação ao preconceito racial e o quanto que o racismo está invisibilizado na nossa sociedade, gerando negações e violências estruturais que criam uma barreira ao acesso aos direitos e às oportunidades a esse público.


- Nosso objetivo, através dessa atividade, foi sensibilizar profissionais e a sociedade civil para que pudéssemos avaliar até que ponto também praticamos violências institucionais quando discriminamos indiretamente ou diretamente pessoas que representam mais de 50% da nossa população e que ainda trazem em si as marcas do sofrimento de toda a cultura escravocrata que imperou no Brasil durante tantos e tantos anos. É fundamental que a gente reflita sobre o que temos feito para denunciar, como também para interromper qualquer tipo de tratamento desigual pelo fato de alguém ser identificado como preto ou preta. Precisamos desconstruir esta invisibilidade, trazê-la a público e garantir oportunidades a homens e mulheres, independente da raça, etnia, e da identidade de gênero e de sua orientação sexual, para que consigamos na prática assegurar, através das políticas públicas, assistência igualitária a qualquer pessoa, respeitando a diversidade e a especificidade de cada um - explica Marisa.   


A secretária da Semimd, Marta Maria Figueiredo, esteve presente na aula de encerramento e falou sobre a importância da realização de um curso sobre uma temática tão relevante.


- Somos todos iguais, em todos os sentidos e com todos os direitos. Não é admissível nenhum tipo de discriminação, preconceito e desmerecimento. É de extrema importância realizar discussões e capacitações acerca deste tema para que assim possamos estabelecer políticas públicas eficazes em prol da população negra - afirma Marta.


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