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Feijão: Intérprete, Compositor e Incentivador, por Oswaldo Mendes


Claudio da Silva Brasilino, o Feijão/Foto: Acervo pessoal

Nesses artigos que ora temos a honra de escrever adotamos a metodologia de que não escolhermos o entrevistado e sim uma comissão de amigos que, oportunamente informaremos os nomes, assim esta comissão indica os próximos nomes e o de hoje é a pessoa do Feijão que tem uma grande particularidade e que foi o incentivador de novos talentos, qualidade que deve ser apresentada. Quem busca renovar, mostrar novos intelectos, sem a visão de estar criando concorrentes é uma qualidade exemplar.

Claudio da Silva Brasilino, nascido em Várzea das Moças, em 22 de agosto de 1963, filho de Teresinha da Silva Brasilino e do saudoso Ary Brasilino, morou em Rio do Ouro, no Mutuapira, em Nova Cidade, em São José do Imbassay, na Avenida Central em Itaipu, em Pendotiba e atualmente em Itaipuaçu.

O saudoso pai era exímio dançarino de forró, com ele assistia os carnavais de bairro e começou a gostar de samba. Vendo os antigos cantar, observava e ia aprendendo até que um dia fez sua iniciação no samba aos dezenove anos, e nunca mais parou. Coretos para carnaval de rua, carnaval de bairro, de forma rústica é sua praia.


Raulino Cabeção, Alcebíades, Moela, Haroldo Pirão, Zé Morcego, Índio e Jairo cita como nomes que muito se esforçaram pelo carnaval de bairro em Rio do Ouro e região. Sua primeira apresentação como intérprete, juntamente com Domingos em blocos de carnaval, foi no Bloco do Barril, que tem como presidente o Jorge Tibério.


Unidos do Cabrito prestou uma bela homenagem ao Jorge Tibério com samba de sua autoria, no carnaval deste ano.

Foi intérprete nas agremiações: Unidos do Engenho do Roçado – onde tem um samba com Dadinho e Paulo Cesar Portugal, União Pedreirense, com o presidente Samuel, Império de Maricá, com o presidente Petrônio, Camisa Azul e Branco – do presidente Wagner e vice-presidente Edmilson Boi.


Já defendeu samba no Saco das Flores, Inocentes de Maricá, com o presidente Alexandre, onde foi campeão; Gaviões de Itaipuaçu, onde se encontra há quatorze anos com diversos sambas; Raça Ruim, Será que Sai; Unidos do Cabrito, Cubango, Sossego, Porto da Pedra e outros.


Como compositor concorreu no Bloco do Azulão, ao qual retornou à ativa há dois anos, tendo como presidente Robson Madrugada e seu filho Bruno; Bloco do Barril; Unidos do Engenho do Roçado; Império de Maricá; Unidos do Valéria, em São Gonçalo e com Pedro Hugo; no Gaviões de Itaipuaçu – sambas sob encomenda; Unidos do Viradouro com o parceiro Rubens da Vila; depois Felipe Filósofo, Dadinho, Pepê, Jaime, Getúlio, Laudelino, Junior da 13, Osvaldo Barba e outros.


Afirma com alegria o retorno do carnaval de bairro, o carnaval de rua, o resgate da cultura local, onde nasce compositores e intérpretes, onde participam as famílias, em Itaipu, Itaipuaçu, Rio do Ouro e Região Oceânica.


Agradece e se orgulha muito de diversos nomes como: Rico Medeiros, Nêgo, Ciganerey, Rixa e outros, com os quais subiram juntos nos palcos e muito aprendeu.


Em se tratando de cultura popular, encontramos muitas dificuldades e falta de interesse pelas mídias oficiais, principalmente em relação à divulgação.


Em sua simplicidade ele não cita que muito ajudou a novos intérpretes e compositores iniciantes, que sempre o buscaram para apoio. Pessoa simples e altruísta, mas com muito trabalho em prol da cultura, do carnaval e do samba.

Oswaldo Mendes é engenheiro.




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