'Capitão Barrichello' autoriza vacinação de profissionais da Educação em SG

Guardas Municipais também começarão a vacinar na segunda (31). Decisão vem após cidades vizinhas já terem iniciado imunização de profissionais


Cláudio Figueiras

Prefeito Nelson Ruas/Foto: Divulgação
Prefeito Nelson Ruas/Foto: Divulgação

O governo Nelson Ruas (PL), correndo atrás do prejuízo, anunciou nesta sexta (28), com atraso em relação a cidades vizinhas, que trabalhadores da Educação a partir dos 50 anos, da rede pública e privada, começam a ser vacinados na próxima segunda (31).


A decisão ocorre após o Ministério da Saúde anunciar que irá destinar aos estados doses exclusivas do imunizante contra a Covid-19 para esses profissionais. Os guardas municipais de mesma idade também serão vacinados, retomando projeto de lei da vereadora Priscilla Canedo (PT) e defendido pela oposição, que incluía as duas categorias no programa de imunização.


O projeto, aprovado na Câmara, foi vetado pelo prefeito, gerando grande mal estar e desgaste entre parlamentares e trabalhadores que esperam a imunização da comunidade escolar para retornarem ao trabalho presencial com segurança.


"A vacinação desses profissionais é uma vitória da oposição que foi até o final na defesa dos trabalhadores. O governo recuou diante da pressão popular. Vacinar profissionais da educação é fundamental. As cidades vizinhas deram exemplo de que é possível. Infelizmente o governo daqui de São Gonçalo fez vergonha. Levou para inconstitucionalidade, vetou, e agora teve que recuar. Chega de malícia, chega de negacionismo! Profissionais de educação serão vacinados. Vitória do movimento, vitória do bom senso", disse o vereador Josemar Carvalho (PSOL), oposição ao governo Nelson.


São Gonçalo, que tem mais de 6 mil servidores na área da educação só na rede municipal, agora se junta a cidades como Rio e Niterói que já vinham vacinando os profissionais da Educação visando acelerar o retorno seguro às aulas, respaldados por decisões legislativas em âmbitos federal, estadual e municipal em todo o país.


No início da vacinação, em fevereiro, o governo Nelson também teve que recuar em sua estratégia de vacinação que não levou em consideração a população trabalhadora ou residente do município, gerando caos, aglomeração e filas quilométricas nos postos de saúde com pessoas que vinham de outras cidades em busca do imunizante.


Naquele momento, a la Barrichello, a correção de rumos da vacinação em São Gonçalo também veio atrasada.






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