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Ignácio Ribeiro ou Mocotó: Amor à vida, ao Samba e à Viradouro, por Oswaldo Mendes


O Mocotó

Carioca da Gema, da Penha, nascido em 17 de março de 1952, mudou depois para Ramos, veio para Niterói quando menino. Do Fonseca ao Morro do Estado onde cresceu e ainda tem forte ligação e muitas lembranças como Bafo do Tigre, Império do Estado e Academia Operária do Estado, vindo posteriormente para São Gonçalo, no Porto da Madama, onde declara seu amor incondicional.


Família de Sambistas. Família ligada à Cultura e Educação. Bem que fica muito difícil desligar ou não correlacionar a Cultura com Educação. Família que leva no currículo como uns dos fundadores da GRES Imperatriz Leopoldinense.


Nos idos de 1974, quando trabalhava na empresa Coqueiro e posteriormente a Quacker, começou a frequentar agremiações na cidade, sem ainda muito conhecer seja o município, os moradores e sua cultura.


Da empresa veio o apelido em função dos Sambas de Terreiro que participava com a temática muito frequente que era Mocotó.


Em 1974 para 1975 seu amigo Marinho o convidou para desfilar no então Bloco Carnavalesco Boêmios da Madama, pois até tirava “uma onda” de Passista. Passado o carnaval foi convidado pelo então presidente da agremiação Walter Cachiguelê – irmão do presidente e diretor de bateria - para concorrer na escolha de samba da escola e lhe deram uma sinopse, a qual é o enredo que a escola vai apresentar no carnaval e seus detalhes. Era o início com “A Festa das Iabas”, isto em 1976 para o carnaval de 1977, sendo o vencedor, ganhando nesta agremiação três sambas.


Por ser desconhecido na Comunidade refutou inicialmente ao convite, sendo convencido a participar.


O Boêmios tinha como diferenciação de não se cantar sambas gravados e sim dando a oportunidade a novos compositores de apresentar suas obras em festivais, em sambas de terreiros e concursos de samba. Escola raiz.


Lembra-se de diversos compositores, dentre os quais o Quina, Ika – irmão do Quina, saudosos Jaci Copacabana e Jorge Marinheiro, Deusdemos, Valdir Café, Huguinho, Ademir, Adilson Capoteiro, Professor Mascote que também participava da GRES Vila Isabel, Luiz Vivas, dentre outros, que participavam da Boêmios.


Com o sucesso na Boêmios da Madama e a paralisação da escola, passou a frequentar outras agremiações, dentre elas o Bafo do Tigre, Canarinhos da Engenhoca, Corações Unidos, Chaleira e Camisolão. Escola de Samba não fecha, mas dá um tempo para que possam recontar e reviver a sua história. E ficou uma linda história.


“Relembramos com saudades os velhos tempos que não voltam mais” parte do seu samba em parceira com PC Portugal e Pedro Paulo, já no GRES Camisolão com o enredo “Os antigos carnavais”.


Do verde e branco da Boêmios, já órfão de escola, para a verde e branco da GRES na Cubango com a parceria de PC Portugal e Amilson Leão, onde ficou um ano.


No carnaval de 1989 para 1990 concorreu já na GRES Viradouro, com o enredo “Só vale o escrito”. Disputou e perdeu sete sambas seguidos, porém, a partir disso ganhou sete anos. Da Viradouro nunca mais saiu e se apaixonou.


Gandaia e o Amor está no ar estão dentre os seus sambas vencedores e inclusive o samba campeão do carnaval de 1997.


Tem sua vida marcada pelo amor incondicional à vida, à família, ao Samba, ao trabalho, à Viradouro e a um sem números de amigos: Mocotó é exemplo!



Oswaldo Mendes é engenheiro e escreve aos domingos.




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