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Jornalista gonçalense 'sobe em árvore' e deixa obras de autores de SG na Rússia

Da Redação

O jornalista Rennan Rebello esteve em Moscou e deixou títulos de cordel em biblioteca local/Arte: Jornal Daki

Não é de agora que o jornalista Rennan Rebello - niteroiense de nascimento, mas gonçalense por opção - se dedica à divulgação da cultura acerca do município de São Gonçalo. Escritor dedicado ao ativismo artístico que sempre foi, esse jovem gonçalense esteve na Biblioteca de Zelongradskaya, na Rússia, terra do monstro da literatura Fiódor Dostoiévski, no intuito de contribuir para o enriquecimento do acervo da capital russa e deixar na Europa um cadinho do Brasil. Isso mesmo, lá estão os cordéis da série São Gonçalo em Cordel, dos escritores Zé Salvador e Erick Bernardes.

Ao fazer a doação dos folhetos de cordel Ilha de Itaoca: uma história de cinema em SG, Ilha do Sol: Luz del Fuego e o naturismo no Brasil, Grande Prêmio de Neves: o automobilismo em SG e O Palacete do Mimi no Boqueirão Pequeno, Carlos Gianelli: um Cônsul uruguaio nas terras gonçalenses, Erick Bernardes e Zé Salvador não imaginavam o alcance que a literatura sob o tema de São Gonçalo poderia atingir.


Se o descaso com a literatura de modo geral é notadamente uma recorrência no Brasil, nas mãos dos nossos escritores e ativistas gonçalenses isso não tem acontecido. Prova disso, é a divulgação da literatura que o Rennan vem empreendendo pelo mundo. Como se vê, agora a Rússia é contemplada com a visita cultural do nosso jornalista. Imaginem só, ver a Literatura de Cordel sobre a Ilha de Itaoca na estante moscovita? Quem sabe se deparar com os versos metrificados sobre o extinto Palacete do Mimi que noutros tempos alegrou o espaço da Estrela do Norte em SG?


Pois é, o leitor que procurar na Biblioteca da Rússia a literatura escrita na língua portuguesa decerto encontrará a nossa cidade narrada em versos poéticos. E isso é de fato de uma relevância, algo de se tirar o chapéu, pois mesmo nas bibliotecas brasileiras (fora do entorno nordestino) o acervo de Literatura de Cordel é escasso. Com exceção, é claro, da própria biblioteca fluminense da FFP-UERJ, em São Gonçalo, cuja estrutura comporta a Cordelteca Gonçalo Ferreira da Silva, onde se encontra um dos maiores acervos do gênero.

Da próxima vez, o nosso amigo jornalista levará para a Europa os outros cordéis da série que já estão publicados, para divulgação e ampliação da seção de literatura brasileira na Rússia. Incrível esse intercâmbio cultural dos mais destacados, uma intervenção importantíssima, inegável.


Enfim, podemos afirmar duas coisas: São Gonçalo é destaque hoje na Literatura de Cordel e, principalmente, por ter alguns dos mais bravos ativistas culturais do Brasil. Parabéns ao Rennan Rebello e ao povo russo, que adquiriu em sua biblioteca pública os belos trabalhos literários de um gênero que é só nosso. Literatura de Cordel made in São Gonçalo, tipo exportação.


Assim como a cambada de caranguejos atinge lugares inimagináveis, o Rennan e a literatura gonçalense chegaram ao outro lado da Europa.


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