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Milícia pode estar por trás das mortes de jornalistas e vereador de Maricá

Polícia Civil realiza operação com 39 mandados de busca e apreensão contra integrantes de grupo paramilitar que atua na cidade


De A Tribuna

Os jornalistas Romário Barros e Robson Giorno e o vereador Ismael Breve foram assassinados neste ano/Foto: Arte Jornal Daki Divulgação

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (SEPOL), por meio da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPRJ, realiza, nesta sexta-feira (20/12), operação que tem como objetivo o cumprimento de 39 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a uma milícia que atua em Maricá.


Os mandados são decorrentes de dois inquéritos: a chacina de cinco jovens em um condomínio de Maricá, em 25 de março de 2018, e o assassinato do jornalista Robson Giorno, em 25 de maio deste ano, no mesmo município. O grupo é investigado pelos crimes de homicídio e organização criminosa.

Segundo as investigações da DHNSGI, parte da quadrilha participou diretamente da execução dos jovens e do jornalista, enquanto outros membros integram a organização que explora a milícia na região e têm ligação com os dois crimes. Eles também são investigados pelos assassinatos do jornalista Romário da Silva Barros, em 18 de junho deste ano, e do vereador Ismael Breve e do filho dele, Thiago Marins, dentro de casa, em 22 de agosto. Todos os crimes aconteceram em Maricá.


Também participam da ação as corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Militar, já que há um policial civil e cinco PMs entre os investigados. A maioria dos mandados é cumprida em Maricá, mas a ação se estende ainda pela capital, São Gonçalo e Baixada Fluminense.


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