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O destino de Zé, por Helcio Albano


Os vereadores gonçalenses se reúnem na quarta, 21/8, para votarem o parecer do TCE que reprovou as contas do prefeito José Luiz Nanci no exercício 2017, primeiro ano do seu governo.


Segundo o documento do Tribunal, dentre outras observações, Nanci teria excedido o limite de gastos com pessoal, o que contraria Lei de Responsabilidade Fiscal, deixando-o exposto à punição extrema pelos parlamentares que podem, no limite, enquadrar o prefeito em crime de responsabilidade, cassando seu mandato.


Até o início da tarde de ontem (16) havia maioria formada na Câmara - embora não consolidada - pela rejeição das contas de Nanci. Um fato novo, porém, pode mexer nos ânimos dos vereadores: o Ministério Público pediu ao TCE arquivamento do processo que originou a rejeição das contas do prefeito, enfraquecendo, assim, a motivação técnica para tirar o Zé da cadeira da Feliciano Sodré, 100.


Mas, como disse o procurador da Câmara, Vanderley Martins, a decisão dos parlamentares será embasada em critérios técnicos-jurídicos como determina a lei, porém o discernimento político deve sobrepesar o veredicto final. E uma possível rejeição das contas em Plenário não significa necessariamente cassação imediata do mandato, precisando, para isso, abertura de um novo processo, esse sim, de impeachment.


Para a votação de quarta, Zé reforçou sua base parlamentar, mandando de volta para a Câmara Fael e Thiago da Marmoraria, vereadores licenciados que ocupavam cargos no Executivo.


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No Uber, faço viagem com um ‘marítimo’ que trabalhou anos a fio embarcado prestando serviços à Petrobras e a empresas atreladas a ela na outrora redentora indústria do petróleo e gás que garantiria um futuro de riqueza e prosperidade ao povo brasileiro e, em particular, aos fluminenses. Afinal, a sede da empresa fica no estado do Rio, temos o Comperj, estaleiros construiriam freneticamente navios, plataformas e rebocadores pra servir à demanda. Enpregos seriam criados aos borbotões para abrigar trabalhadores altamente qualificados graças os reinvestimento dos lucros do Pré-sal em educação nas universidades e cursos técnicos gratuitos...


Isso tudo acabou, meu caro. Desde 2016, ano do golpe contra a presidente Dilma, viemos só ladeira abaixo. Fizemos a reforma trabalhista que precarizou ainda mais as condições de trabalho, criamos o ‘teto de gastos’ pra não investir mais nada em saúde, educação e assistência social, entregamos a Embraer e as reservas do pré-sal aos gringos, destruimos a indústria naval, prendemos Lula, elegemos Biroliro, estamos a meio caminho de aprovar a (de)forma da previdência que na prática inviabiliza para a maioria a aposentadoria e pra preservar o meio ambiente foi sugerido cocô dia sim, dia não.

O meu amigo do Uber só conseguia dizer uma coisa: Canalhas!

Helcio Albano é jornalista editor do Jornal Daki.


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