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O que importa, por Helcio Albano

Boa parte da classe política e da mídia se refestelam ou fingem indignação com as estripulias e incontingências verbais dos membros do clã Bozoliro no debate público e na arena política.


Ora, ora. Os 57 milhões de eleitores sempre souberam quem eram e o que representavam.


E se houve influência de fake news transbordantes dos esgotos digitais do WhatsApp que favoreceram a vitória da infâmia na última eleição, essa [influência] apenas precipitou com mais gosto a queda iminente do gado no precipício.


O capitão ganharia do mesmo jeito dado o quadro eleitoral à época.


É mais do que urgente a reinvenção de uma narrativa que nos devolva a saúde mental e a crença na humanidade.


Em vez de inúteis comentários diários em redes sociais e em grupos de zapzap acerca do último absurdo do clã, há de se apontar a tragédia brasileira que se avoluma:


- mais de 14 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza;


- mais de 35 milhões entre trabalhadores desempregados, precarizados ou na informalidade;


- desindustrialização galopante e o fim da oferta de empregos qualificados, ferindo a razão de ser das universidades;


- desmantelamento das ações ambientais que nos torna párias globais e enfraquece o agronegócio tupiniquim;


- a implosão de um estratégia de longo prazo em cima da cadeia produtiva de óleo (o que é fatal para o Rio) e, não finalmente, a retirada inclemente de todos os direitos sociais dos trabalhadores brasileiros.


Isso é o que importa.


Plus

#LulaLivre, finalmente. Agora a disputa política muda radicalmente em dois pólos muito bem definidos.


A escolha, assim como Lula, é livre: amor ou ódio.


Esperança ou ressentimento.


Brasil ou brazil.


Bônus

Ao discursar para a multidão que se juntou à vigília Lula Livre após sua saída da sede da PF, em Curitiba, Lula afagou quem tinha de ser afagado e disparou contra seus inimigos declarados e conhecidos, inclusive a TV Globo.


De Lula a Bozoliro, tem-se um curioso consenso em torno da Vênus Platinada.


Bônus Track

A Taverna ontem (8) no Garage Park foi mágica e mística ao mesmo tempo, celebrando o aniversário do viking Narducci, com arte de verdade e lançamento da 2ª edição do impactante e caprichadíssimo Macumba, do Rodrigo Santos, o maior escritor e romancista que essa cidade [São Gonçalo] já produziu e agora oferece graciosamente ao mundo.


Privilégio fazer parte dessa mesma geração de escorpianos.

Helcio Albano é jornalista e editor do Jornal Daki.


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