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Pandemia de Abuso Infantil, por Rafael Abreu


Imagem: greenme.com.br

Quando eu comecei a pesquisar sobre esse tema, eu confesso que comecei a chorar, com tanta coisa horrível que eu fiquei sabendo sobre esse assunto. 


Foi então que eu parei de pesquisar e resolvi escrever e permitir que toda essa mistura de sentimentos e revolta que tomaram conta de mim, transbordasse até chegar a você.


Fiquei chocado em saber que em 2018, o Brasil bateu o triste recorde de ocorrências de abuso sexual infantil, com 32 mil vítimas. 


Na realidade esse número alarmante e assustador, pode ser bem maior, pois existem casos que ainda não foram notificados, mas segundo os dados do Fórum de Segurança Pública, relatados entre 2017 e 2018, estima-se que quatro meninas de até 13 anos, são estupradas a cada hora em nossa "pátria mãe gentil".

Isso mesmo, anualmente em nosso país, mais de 32 mil crianças com idades de 0 a 13 anos, são abusadas ou violentadas sexualmente por pessoas próximas a ela. A faixa etária das vítimas, nos causa um enorme desconforto e revolta, são crianças de até 09 anos de idade na maioria dos casos, em alguns casos, são bêbês com meses de vida.

Os abusadores em 99% dos casos, eram o próprio pai ou padrasto, tios, primos, irmãos, avô, vizinhos, amigos da família, colegas de escola, funcionários da escola ou lideres religiosos.


Como um pedido de socorro silencioso, muitas dessas crianças deixam sinais, na espera desesperada e angustiada, de que alguém possa lhe salvar e lhes livrar desse pesadelo.


Aprenda a identificar esses sinais de maus tratos e mudança repentina de comportamento do menor e denuncie. 


Se você notar alguma criança com o comportamento fora dos padrões, converse com ela ou denuncie ao conselho tutelar.

Muitas mães sabem que tem algo de errado acontecendo na sua própria casa, mas preferem se omitir por diversos motivos. Covardia, Medo de perder o parceiro, Medo da reação do abusador, Medo de ser expor...


Pode existir diversos motivos para esse tipo de omissão, mas nenhum deles justifica a sua conivência e total falta de cuidados, amor e empatia para com seus filhos.


Saber que uma monstruosidade dessas acontece com sua própria filha ou filho, e ficar calada reprimindo as crianças e permitindo que essa tortura e esse trauma irreversível, tomem conta da alma de seu filho e o arrase para o resto da vida, lhe torna tão criminosa quanto o abusador que você colocou em sua própria casa.


Agora eu gostaria de convidar vocês, a fazer uma reflexão sobre esse tema tabu em muitas famílias tradicionais brasileiras.


Na minha opinião, boa parte desses abusadores de hoje, foram vítimas de abuso infantil no seu passado.


Hoje em dia ficamos chocados com essas notícias, mas isso não é nenhuma novidade.


Os abusos infantis, como os próprios números revelam, são mais comuns do que nós imaginamos e muitas famílias brasileiras têm relatos de abuso infantil.


Não se trata de casos isolados, se trata de uma pandemia.


Digo pandemia por que isso não é algo que só aconteça no Brasil.


Em algumas culturas de alguns países, é meio que "normal" e aceitável, que crianças casem com adultos ou até mesmo anciões.

Essa cultura do estupro, deve ser duramente combatida nacionalmente e internacionalmente.


Muitas dessas taras e fetiches, são criadas, estimuladas e implantadas no subconsciente humano, por velhas práticas da nossa sociedade Capitalista, como a prostituição e a pornografia.


A prostituição e a pornografia, são subprodutos do Capitalismo.


Em países de Governo Socialista/Comunista, esse tipo de lixo não existe ou é extremamente ilegal e criminoso.


Pois rebaixa a mulher e as coloca como mero objeto sexual.

A Hipersexualização e desvalorização da mulher, a erotização infantil, o machismo, os abusos e a impunidade, são fatores que tem relação direta com essa cultura do estupro. Essas velhas práticas depreciativas, precisam ser repudiadas e duramente combatida por nós, enquanto sociedade civil organizada. 

Precisamos arrumar meios e medidas protetivas, que consigam dar um fim a essa violência contra elas.


Precisamos proteger as futuras gerações, precisamos proteger o futuro do Brasil.


Eu sou Rafael Abreu, colunista Daki.


Rafael Abreu escreve todas as semanas para o Daki.




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