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Tic-tac: número de casos de Covid-19 pode explodir no LF nos próximos dias


As cidades do leste fluminense (LF) estão em contagem regressiva para a explosão de novos casos de Covid-19 após o 'libera geral' dos governos do estado e de municípios da região.


O relaxamento oficial das restrições sanitárias teve no seu bojo a pressão exercida nos governantes por empresários, comerciantes e pastores pela reabertura do comércio e de templos religiosos que, sem terem o socorro federal prometido, arregaram frente ao desastre econômico instalado.


O que se tem observado, desde a reabertura deveras atabalhoada no dia 8 de junho no estado, é negligência de parte a parte: autoridades, que lavam as mãos, e população, esta que se aglomera e espalha a doença como se não houvesse amanhã, no exato momento em que o país ultrapassa as 50 mil mortes e lidera a ocorrência de novos casos diários no mundo.


Já são mais de 1 milhão de casos confirmados no Brasil, noves-fora a subnotificação.


É neste contexto que abrimos o Rolé de hoje (22), com o Plantão Enfoco noticiando que "Bares lotados marcam o domingo em São Gonçalo".


O noticioso registra que centenas de pessoas sem máscaras e sem respeitar o isolamento social lotaram estabelecimentos comerciais de entretenimento na cidade no final de semana nos bairros do Rocha e Mutondo.


E até o prefeito resolveu dar uma esticadinha na Praia das Pedrinhas após o expediente na sexta (19), flagrou O São Gonçalo, em matéria publicada ontem (21). A foto, com o prefeito tomando cerveja e sem máscara no seu bar preferido da orla gonçalense, viralizou nas redes e, claro, como não poderia deixar de ser, gerou muita polêmica e memes da inusitada situação em plena pandemia longe, e cada vez mais longe, do fim.


Tá ruim? Tá, mas pode piorar.


Funcionários dos hospitais Alberto Torres e Azevedo Lima denunciam salários atrasados, relata O Fluminense. Os trabalhadores da unidade de São Gonçalo ameaçam parar o serviço caso o pagamento não seja feito nesta semana. A Secretaria de Estado de Saúde não informou quando os salários serão quitados.


E ficamos sabendo nesta manhã que o secretário estadual de Saúde pediu demissão (O São Gonçalo). Isso mesmo.


O demissionário Fernando Ferry assumiu o mandato da pasta no dia 18 de maio e, com menos de um mês renuncia ao cargo. O médico disse que "tentou resolver os graves problemas da saúde" e pediu desculpas por não ter conseguido. O agora ex-secretário tomou essa decisão no último dia 19, após um estudo constatar que os hospitais de campanha não eram necessários e não deveriam abrir.


Witzel, que já estava encrencado com processo de impeachment aberto pelos deputados contra ele, recebe o tiro de misericórdia de Ferry, que deve ser convocado à Alerj para revelar aos parlamentares quais "graves problemas" tentou resolver e não conseguiu.


O pesadelo não tem fim.


E essas são as principais notícias no LF às 15:27 horas desta segunda quente de inverno.


Boletim Covid-19 atualizado segundo dados consolidados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro em 20 de junho.


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