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Witzel quer vender tudo, inclusive Uerj, em plena pandemia

Governador enviou proposta à Alerj


Rodrigo Melo

Carlos Minc: "Witzel pirou de vez!"/Divulgação

O governador Wilson Witzel propôs, nessa segunda-feira (20), que a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) analisasse mais uma vez o Programa Estadual de Desestatização, criado por lei em 1995, que tem como objetivo privatizar empresas e universidades públicas e fundações do estado (Uerj, Uezo e Uenf) e sociedades de economia mista (como a Cedae).

Witzel fez a proposta com base na situação financeira que o estado vem sofrendo com a pandemia do Covid-19, com dívidas e financiamentos para pagar o salário de servidores, por exemplo.


A medida proposta, segundo ele, vai atender "às necessárias medidas gerenciais que objetivam otimizar os escassos recursos públicos para atividades que, de fato, resultem em impacto na vida do cidadão". Ele ainda pediu que o programa seja votado rápido, já que, segundo ele, é "relevante interesse público".


O deputado estadual Carlos Minc (PSB), em tuíte publicado hoje pela manhã, rechaçou a proposta do governador, que ele chama de "desatino":


- Privatizar Universidades? Witzel pirou de vez. Na Pandemia até liberais rediscutem papel do estado e necessidade de reforçar saúde, educação e ação social. WW envia PL à ALERJ para privatizar UERJ, UEZO, UENF e órgãos públicos. Iremos barrar este desatino! Enquanto faltam leitos!

Witzel pretende alterar a lei 7.941 de 2018 que barra a desestatização das instituições controladas pelo estado. Segundo ele, as universidades e as empresas públicas estaduais devem ser extintas, além das sociedades de economia mista em cumprimento ao regime de recuperação fiscal.


Desta forma, além das universidades e da Cedae, empresas como a Fundação Para a Infância e Adolescência (FIA), Fundação Centro de Ciências e de Educação Superior a Distância do Estado do RJ (Cecierj), Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do RJ (Faperj), Fundação Leão XIII e a Fundação Para a Infância e Adolescência (FIA) desapareceriam.


Diversos representantes da Alerj, além de Minc, já reprovaram reiteradas vezes as medidas propostas por Witzel e afirmaram que não querem a desestatização do patrimônio do estado.


Com OSG.


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