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Professoras são tratadas com truculência pelo governo Nelson Ruas em manifestação

Trabalhadores denunciaram precarização das escolas e falta de profissionais


Por Cláudio Figueiras

Manifestantes ocuparam a rua em frente à prefeitura
Manifestantes ocuparam a rua em frente à prefeitura

Nesta quinta (17), profissionais da Educação, em sua grande maioria mulheres professoras da rede pública municipal de São Gonçalo, voltaram às ruas para denunciar as condições precárias de trabalho encontradas nas escolas da cidade no início do ano letivo 2022, que começou no último dia 07 de fevereiro.


Segundo as trabalhadoras, o que era ruim, piorou, com falta de profissionais em todas as áreas, desde docentes, merendeiras a profissionais da limpeza, que não foram convocados ainda pela Secretaria (Semed) mesmo estando habilitados à posse dos cargos aprovados no último concurso, em novembro do ano passado.



O prefeito de São Gonçalo contava com a greve porque não tem professor, não tem merenda, quando tem merenda não tem merendeira, não tem professor de apoio para alunos com deficiência, não estão oferecendo o transporte escolar”, denunciou Maria Nascimento, dirigente do sindicato da categoria (Sepe).


Centenas de professoras, com apoio precioso de pais responsáveis, acompanhados de seus filhos, se reuniram em frente à Prefeitura com palavras de ordem exigindo respeito do governo Nelson Ruas (PL) com os servidores da Educação.


Membros do Sepe reclamam que foram tratados com truculencia pela Guarda Municipal, que não autorizou o uso do carro de som do sindicato, além de impedir que os manifestantes fechassem meia avenida em frente à sede do Executivo.


Vivi para assistir um guarda municipal diante de um ato pacífico de servidores públicos da educação pedir para que ônibus passassem por cima de manifestantes”, afirmou o professor José Ricardo Vidal.



Em anos de participação em MANIFESTAÇÃO em São Gonçalo eu nunca tinha visto tanta truculência. A mesma Guarda Municipal que está sofrendo tantos ataques aos seus vencimentos como nós professores induzindo os veículos a avançarem em cima das pessoas, impedimento do uso do carro de som... Ditadura, capitão do mato, censura, vergonha...”, protestou Patricia Lima, professora de Matemática da rede, lembrando do ataque do governo Nelson aos vencimentos da GM, retirados no apagar das luzes de 2021.


Com a paralisação de 24 horas de hoje, marcada desde a semana passada, os professores devem se reunir para avaliar os próximos passos do movimento. O Ministério Público já foi provocado para que a Prefeitura convoque os aprovados no concurso. Uma greve não está descartada.

 

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