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Proposta de patriotismo - por Mário Lima Jr.


Reprodução Internet
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O patriota ama a sua pátria e procura servi-la. Cabe ao patriota julgar onde a alma de sua pátria está e o que merece ser servido.


Se o futuro de um país depende dos jovens, das crianças e dos adolescentes, eles são os primeiros dignos de defesa. A fome dobrou nas famílias com crianças menores de 10 anos, passando de 9,4%, em 2020, para 18,1% em 2022. Em geral, a fome atinge 37% das famílias com crianças no Brasil (Bora Brasil). O patriota brasileiro que não grita “Queremos um país sem fome!” admite o desenvolvimento de uma pátria de desnutridos, traumatizada.


Aliás, é totalmente contra os interesses da pátria desacreditar levantamentos estatísticos sérios a respeito dos problemas sociais do país, como o alto desemprego entre jovens e o assassinato de milhares deles todos os anos. É antipatriótico rapidamente apontar culpados e encontrar satisfação na acusação, ao invés de agir para a solução dos problemas de forma definitiva.



Turistas estrangeiros vêm ao Brasil para ver de perto aquilo que torna o país especial: a natureza e a alegria inigualável do povo. O patriota que não defende a Amazônia, a Mata Atlântica e os demais biomas brasileiros está ansioso por um país diferente, desértico. A taxa de desmatamento da Amazônia subiu 73% sob o atual governo (BBC).


A essência do brasileiro está na inclinação à amizade, que resistiu aos séculos de escravidão importada e sobrevive ao descaso que causa tanta desigualdade social. O patriota que não exige políticas públicas de incentivo à diversidade cultural nacional, fonte da nossa alegria, na verdade é alguém triste que odeia ver o país sorrindo, cantando, dançando e criando arte.


Ser patriota no Brasil é proteger os jovens, a natureza e a cultura. Cada pessoa é livre para incluir Deus e a família entre seus valores patrióticos, mas um patriota cristão, em um país onde a esmagadora maioria diz acreditar em Jesus Cristo, jamais deixaria de colocar como prioridade as famílias isoladas nas periferias, massacradas pela violência, pela pobreza e por abismos no sistema educacional. Se a principal bandeira do patriota for o direito de carregar uma arma na cintura, a pátria que ele defende é ele mesmo, não o Brasil que mais sofre.

 

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Mário Lima Jr. é escritor.


POLÍTICA