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São Gonçalo diminuiu investimentos na Defesa Civil, denuncia vereador

Governo capitão Nelson Ruas (PL) também "passou o facão" nos recursos de  saneamento básico, contenção de encostas e dragagem de rios, segundo Romario Regis (PDT)


Por Cláudio Figueiras

Homens da Defesa Civil atundo/Foto: Divulgação
Homens da Defesa Civil atundo/Foto: Divulgação

Planos e programas de prevenção e de pronto atendimento a desastres coordenados pela Defesa Civil tiveram seu orçamento reduzido pela prefeitura de São Gonçalo em 2024. As informações são do vereador Romario Regis (PDT).


As áreas de preparação para emergências, prevenção, reconstrução e ações de pronta resposta aos desastres, que já contavam com orçamento baixo, viram os seus recursos ficarem ainda mais minguados para enfrentar uma nova realidade de eventos climáticos extremos, considerados a partir de agora como o "novo normal" não só na cidade, mas em todo o planeta. Veja tabela abaixo.

Plano de Preparação para Emergências e Desastres

Prevenção de Desastres

Programa de Reconstrução

Programa de Resposta aos Desastres

2023 - R$ 39 mil

2023 - R$ 36 mil

2023 - R$ 85 mil

2023 - R$ 30 mil

2024 - R$ 34 mil

2024 - R$ 28 mil

2024 - R$ 65 mil

2024 - R$ 18 mil

E os cortes não param por aí. Segundo o parlamentar, o governo capitão Nelson (PL) também diminuiu os investimentos em saneamento básico, contenção de encostas e dragagem de rios.


No ano passado, de acordo com dados oficiais da Lei Orçamentária (LOA) de 2023, a prefeitura investiu R$ 600 mil em saneamento básico (água e esgoto), porém, para 2024 o valor é de R$ 251 mil.

Romario Regis
Romario Regis

O mesmo corte ocorreu nos recursos para dragagem de rios. Se em 2023 o município dispunha de R$750 mil para mitigar as ações de assoreamento de rios, córregos e valões, agora vai contar com 40% a menos, apenas R$ 462 mil.



Em 2023, foram R$ 28,3 milhões para contenção de encostas. Para 2024, apenas R$ 8,9 milhões.


Ao todo, ainda de acordo com a LOA 2024, a prefeitura vai investir apenas R$ 28 mil em prevenção de desastres. No ano passado, foram R$ 36 mil.


"Precisamos falar a verdade para a população sobre as chuvas: a Prefeitura de São Gonçalo submeteu a nossa população a essa situação. No ano passado, verba para combate às inundações e aos deslizamentos já era baixa, apenas R$ 9 mil, mas o governo Nelson mesmo assim diminuiu para R$ 7 mil. O que é possível fazer em uma cidade como São Gonçalo com apenas R$ 7 mil? Parece piada", afirmou Romario.



De quinta (10) até sábado (13) São Gonçalo sofreu com as fortes chuvas que atingiram vários pontos em toda a cidade. A Defesa Civil chegou a decretar estado de atenção, quando há sérios riscos de alagamentos e deslizamentos graves.


Várias famílias encontram-se desabrigadas em Santa Luzia e no Jardim Catarina, principalmente moradores das comunidades do Pica-pau, Baixada e Ipuca. A escola da localidade, Aída Vieira, está aberta para receber os atingidos pelas chuvas.


"Muita gente argumenta que 'não é hora de falar de política', no entanto, os números refletem puramente a política, a ausência de dragagem é uma decisão política, a falta de investimento é política, e a ausência de ações concretas por parte do órgão municipal responsável é também política" finalizou Romario Regis.


A escola municipal Aída Vieira, que também recebe doações de alimentos não perecíveis e roupas, fica na avenida Santa Catarina S/N, esquina da antiga Rua 20, no Jardim Catarina Velho.


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