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São Gonçalo merece mais - por Dimas Gadelha


As torres da Matriz, marco zero de São Gonçalo/Foto: Reprodução
As torres da Matriz, marco zero de São Gonçalo/Foto: Reprodução

Na última terça, 22 de setembro, celebramos os 131 anos de emancipação político-administrativa de São Gonçalo, data cívica mais importante de nosso município. A existência da cidade data de mais longe, de 6 de abril de 1579, quando das mãos do seu primeiro sesmeiro, Gonçalo Gonçalves, viria a ser criada a freguesia de São Gonçalo, em homenagem ao seu ‘orago’, o Santo Violeiro de devoção, como nos ensina os professores Rui Aniceto Fernandes e Maria Nelma Carvalho Braga. Aos dois rendo homenagens e admiração.



Somos um pouquinho mais velhos. Com 442 anos e enormes desafios pela frente. E um deles é deixar de desperdiçar oportunidades. Sem ir muito longe, vejamos o caso do governo Aparecida (2005-2012). Foi uma época de bonança para todo o país, principalmente para o Rio de Janeiro devido à indústria do óleo e gás, que atraiu para o estado um enorme volume de investimentos para exploração do pré-sal.


Em oito anos de governo, o orçamento praticamente dobrou com inflação estabilizada, e o máximo que nos foi dado em troca foi embelezamento de praças e recapeamento de ruas com asfalto fino. Zero legado exclusivamente municipal que nos preparasse, com iniciativas de geração de emprego e renda para a crise que nos engoliria a partir de 2015.



Agora, mais uma janela de oportunidades se abre com os R$ 1 bilhão que cabe a São Gonçalo da venda da Cedae. Mas a sina do desperdício nos persegue. Temo que novamente recursos sejam alocados para objetivos transitórios eleitorais e não em políticas estruturantes que transformem a vida do gonçalense a longo prazo. Um desses erros, que a proximidade do governo atual com o governador do estado não corrige, é insistir na tese do corredor do ônibus no lugar do metrô.


Nossa juventude, nosso fundamento estruturante, nosso futuro para mais 442 anos, está perigosamente abandonada, sem proposta concreta que a beneficie.


Definitivamente, São Gonçalo merece mais.



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Hoje (26/9) o Jornal Fluminense traz uma importante matéria na sua capa que é uma pauta que a gente já vem falando e defendendo há muito tempo. Tá lá no meu Facebook.


Aqui no município de São Gonçalo os serviços relacionados ao lixo representam a maior despesa orçamentária e mesmo assim é muito comum encontrarmos lixo espalhado por vários pontos da cidade gerando problemas ambientais e de saúde.


Acreditamos que um forte programa de coleta seletiva do lixo, linkado com uma moeda social poderia gerar renda para 10 mil famílias na cidade, além de diminuir custos com esses serviços , mantendo a cidade mais limpa, o meio ambiente mais saudável e melhorando a qualidade de vida para todos.


Tem jeito, pessoal.




Dimas Gadelha é médico sanitarista, secretário de Gestão e Metas de Maricá e ex-secretário de Saúde de São Gonçalo.






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