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São Gonçalo possui programa de acompanhamento a gestantes de alto risco

Município presta atendimento com vários especialistas

Foto: Reprodução Facebook
Foto: Reprodução Facebook

A população estimada de grávidas em São Gonçalo é de 8.540 mulheres. E, na cidade, elas podem contar com consultas, exames, pré-natal e um hospital só para elas – a Maternidade Municipal Mário Niajar, em Alcântara. O município também conta com atenção especial para as que são diagnosticadas com gravidez de alto risco, um período que a mamãe deve ter muita responsabilidade com a saúde. Por isso, neste sábado, dia 15 de agosto, quando se comemora o Dia da Gestante, as pacientes da cidade podem comemorar.



O primeiro passo para as grávidas é procurar um posto de saúde perto de sua residência para a primeira consulta com o médico ou enfermeiro da saúde da família. Após a primeira avaliação, elas são acompanhadas e os exames realizados até o encaminhamento para o parto. Quando o profissional, durante os exames e consultas de rotina do pré-natal, percebe alterações, elas são encaminhadas para o atendimento de alto risco, realizado na Clínica Gonçalense do Mutondo para os casos sem diagnóstico de HIV e hepatite. Essas são tratadas na Policlínica Gonçalense de Referência de Doenças Crônicas e Transmissíveis, na Parada 40, e no Polo Sanitário Hélio Cruz, em Alcântara.


O atendimento de alto risco realiza cerca de 800 atendimentos por mês entre as especialidades médicas e no de HIV e Hepatite, são 19 por mês. “Aqui no alto risco, a maior parte dos atendimentos é por hipertensão. Os casos de obesidade estão aumentando, assim como os casos de diabetes gestacional, má formação do feto, alterações de tireóide e psiquiátricas. As pacientes chegam da Atenção Básica (postos de saúde). Geralmente, elas fazem uma a duas consultas, avaliam que virou um alto risco e encaminham para cá, onde elas passam por uma obstetra e, dependendo da patologia, elas são encaminhadas para o acompanhamento com cardiologista também”, explicou a ginecologista e obstetra, Dra. Jaqueline Passos, coordenadora do pré-natal de alto risco da Clínica do Mutondo.



Todo o pré-natal é acompanhado de perto tanto pela obstetra quanto por cardiologista, endocrinologista, nutricionista e psicóloga, dependendo da necessidade de cada uma. E com a avaliação do risco da paciente, o parto pode ser feito na Maternidade Mário Niajar ou, em caso grave, é encaminhado para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal) ou para o Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), ambos em Niterói. “Depois do nascimento, o acompanhamento é contínuo e o caso é passado para o cardiologista ou para outra especialidade, dependendo do risco”, finalizou Dra. Jaqueline.


Além do tratamento médico, as mamães, após o parto, ainda têm a opção de colocarem o dispositivo intra-uterino (DIU, método contraceptivo) para evitar nova gravidez. “Elas já podem sair da maternidade com o DIU ou podem marcar para a colocação dois meses depois do parto na própria Clínica Municipal Gonçalense do Mutondo”, finalizou a Dra. Jaqueline.



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