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Ser uma boa pessoa no fundo ou na superfície?

Por Rofa Rogério Araújo


Arte: Jornal Daki com IA
Arte: Jornal Daki com IA

Tem uma frase que li esses dias muito pitoresca e verdadeira ao mesmo tempo: “Não existe isso de ‘no fundo é uma boa pessoa’. Não estamos procurando petróleo, a bondade deve ser visível na superfície”.


Como bater no peito e dizer aos quatro cantos da terra que é bom se não demonstra nas atitudes aparentes? De nada adianta dizer algo que não é ou não está evidente que seja.

O famoso adágio popular “Fazer o bem sem olhar a quem” é um famoso significa praticar a solidariedade de forma universal, ajudando qualquer pessoa de coração, sem distinção de raça ou classe social e sem esperar nada em troca. E não é assim que deve ser?


Dizem que a pessoa dar uma esmola ou algo para mendigos de rua comerem e tirar uma self é algo totalmente inoportuno, já que a ajuda não pode ser para promoção pessoa e nem institucional, mas para um auxílio do ser humano que necessita. 


Para explorar e aprofundar o significado do “ser bom”, podemos dizer que existem: valores e moralidade como ideia central no agir de forma justa e generosa por pura convicção, não por buscar reconhecimento social ou interesse próprio; inspiração no bem, tendo histórias e palestras frequentemente abordando como essa postura quebra ciclos de egoísmo, como discutido em reflexões sobre a “Filosofia do Bem”; impacto Social como um conceito muito associado à caridade pura.


“Atitudes do bem” devem ser disseminadas mundo afora sem medidas. Porque ajudar o próximo é prioridade. Não se pode assistir alguém passando fome ou outras necessidades sem ações que visem diminuir suas mazelas ao menos no momento. 


O filósofo grego Aristóteles disse: “Qual é a essência da vida? Servir aos outros e fazer o bem”. E não é uma verdade? E, depois, políticos querem fazer e receber votos como se não fosse obrigação do próprio ser humano fazer ações benéficas ao outro.


Leon Tolstói, escritor russo, afirmou: “A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira”. Quem assim pratica e tem esse coração bondoso sabe que causa algo extremamente bom por dentro como se preenchesse sua existência.


Um ditado popular “Quem bem faz, para si faz” confirma essa grande verdade intrínseca porque uma ação do bem faz algo muito prazeroso ao interior de quem pratica essa ação.

Dessa forma, o ser uma boa pessoa é algo que deve estar bem na superfície das atitudes de todo ser humano e não escondido lá no fundo, afinal não estamos procurando petróleo e, sim, ações positivas que precisam ser praticadas em favor de todos aqueles ao nosso redor, em especial dos necessitados.


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Rofa Araujo é jornalista, escritor (cronista, contista e poeta), mestre em Estudos Literários (UERJ), professor, palestrante, filósofo e teólogo. 


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