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'Temos que rever essa política de enfrentamento', diz Dimas Gadelha após morte de jovem no Patronato

Prefeitura deve ser mais atuante e entrar nas comunidades com serviços sociais


Cláudio Figueiras

Dimas Gadelha/Foto: Reprodução Facebook
Dimas Gadelha/Foto: Reprodução Facebook

O médico e ex-candidato a prefeito de São Gonçalo, Dimas Gadelha (PT), usou nesta manhã suas redes sociais para defender o fim da política de enfrentamento utilizada pelas forças de segurança após o desfecho trágico de uma ação policial que resultou na morte do jovem atleta Vitor Reis de Amorim,19 anos, na localidade da Jaqueira, no Patronato.


Temos que rever essa política de enfrentamento, trocar por política de inteligência. O enfrentamento armado só destrói famílias de moradores das comunidades e de agentes de segurança”, disse Gadelha, que exigiu da Prefeitura maior protagonismo de proteção à juventude gonçalense.


"Quem legisla sobre o solo é a prefeitura e precisa entrar nas comunidades com serviços sociais, saúde pública, infraestrutura e educação, como ajudar os jovens a ingressar nas universidades, creches para as crianças, assim ajudando na economia, pois dá oportunidade para as mães trabalharem. Para resgatar e dar oportunidade e direitos iguais paras os munícipes", continuou.



Vitor, que era lutador de boxe e Muai Thay, foi morto nesta terça (28) com um tiro no peito enquanto conversava com amigos. Familiares acusam a Polícia de ter feito o disparo que vitimou o jovem que já chegou sem vida ao Hospital Alberto Torres no Colubandê.


Dimas Gadelha disse, ainda, que a classe política precisa discutir com seriedade e máxima urgência um novo plano de segurança que combata o crime com inteligência sem agredir o lado mais fraco que são os moradores de comunidades carentes:


Nós políticos temos que discutir um novo plano de segurança nacional, estadual e municipal. Criar leis que sejam incisivas e acabem de vez com o poder paralelo sem agredir os lados que hoje entram em confrontos e deixam centenas de órfãos de um sistema desestruturado. Nos últimos anos a violência aumentou e as barricadas crescem a cada dia. Faltam arranjos locais que ajudem de fato o reordenamento e o desenvolvimento que leve em consideração as vocações de cada localidade”, encerrou.








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